Curso sobre convergência nos meios digitais


De amanhã até o dia 3 de agosto, das 15 às 18h, no Auditório da FACOM, na Universidade Federal da Bahia, o professor espanhol de ciberjornalismo (da Universidade de Navarra), Ramón Salaverría, estará ministrando o curso “Convergência nos meios digitais: evolução dos modelos editoriais em Internet”. O curso é gratuito e você pode fazer a inscrição no local.Podem participar pesquisadores, professores, estudantes de pós-graduação e jornalistas profissionais. Os certificados serão emitidos pelo GJOL (Grupo de Jornalismo Online) da FACOM. Além do curso, Salaverría também fará a abertura do semestre 2007.2 da graduação, no dia 6 de agosto, no Auditório da FACOM, com a conferência “Comunicação multimídia: novas possibilidades expressivas na era digital”.

Experiência de repórteres móveis na África

Essa experiência jornalística com o uso de tecnologias móveis vem da Africa com o Projeto “Voices of Africa” (obrigado André). Com o uso de telefones celulares da Nokia E61i equipados com GPRS, três repórteres de Gana, Kenia e África do Sul produzem e enviam textos, imagens e vídeo para o site Africa News. Como utilizam GPRS não necessitam nem de computador e nem de conexão à internet. Os repórteres móveis fazem o upload do material diretamente do celular. O projeto tem planos de ampliar essa participação com a adesão de outros repórteres ou estudantes de países da África. Veja mais aqui.
fernando f. silva

Portal Espanhol destaca o blog Jornalismo Móvel

O portal Para Periodistas, da Universidade de Málaga, na Espanha, destaca o blog JORNALISMO MÓVEL. Leia a nota aqui com o título “nuevo blog sobre periodismo móvil“.

Investigador en periodismo digital edita un blog sobre el periodismo móvil
El periodista y doctorando de la Universidad Federal de Bahía (Brasil) Fernando Milanni edita un blog en el que recoge las últimas innovaciones sobre telefonía movil e información a través de estos dispositivos. Su blog se puede visitar en la siguiente URL: http://jornalismomovel.blogspot.com/

Programas para a produção móvel

O uso de tecnologias móveis digitais por diversos setores tem sido comum. Para funcionários de supermercados, de empresas de cobrança, motoboys, executivos e outros profissionais que desenvolvem trabalho de campo e precisam de mais mobilidade os aparelhos portáteis são fundamentais. A partir desse ano o IBGE começou a utilizar também computadores de mão com softwares adaptados que foram disponibilizados para milhares de recenseadores visando agilizar os dados dos levantamentos. Com o jornalismo móvel começa também a aparecer softwares apropriados (que vão além dos já embutidos nos aparelhos) para o trabalho jornalístico em condições de mobilidade. Dois desses são destacados aqui, o Farcast Reporter e o Mobile Repórter. Ambos desenvolvidos especificamente para uso como plataforma de produção jornalística móvel possibilita a produção e edição de fotos, vídeo, áudio e textos diretamente no dispositivo e o envio imediato para publicação no site com a escolha já da seção do assunto, do arquivo de foto ou vídeo. Com o uso de conexão sem fio e GPS essa produção é instantânea e ideal para situações como a cobertura de eventos como o PAN do Rio e Jogo de futebol em que a informação em tempo real é imprescindível. Esses softwares podem ser utilizados em smartphones, celulares ou computadores de mão. Os diversos recursos que começam a surgir tornam mais prático e real a produção dentro do jornalismo móvel.
postado por Fernando F. Silva

Polêmicas no Jornalismo Cidadão

Volto ao assunto da produção amadora de caráter jornalístico. Com o acidente do airbus da TAM e a disseminação de fotos, textos e vídeos na “grande imprensa”, produzidos por amadores, ficou mais visível o chamado jornalismo participativo ou jornalismo cidadão constituído da colaboração de internautas. Esse recurso vem sendo utilizado pelo Globo Online, Portal Terra, Estadão, IG, Folha Online. Junto com essas contribuições vieram também as polêmicas em decorrência de algumas imagens fraudulentas manipuladas no photoshop e repassadas (de forma irresponsável) por alguns internautas como aconteceu com a Folha (que também não teve o cuidado básico de checar a veracidade da imagem) em que uma suposta vítima tentava pular do prédio da TAM em chamas. Nessa discussão uns estão defendendo o jornalismo colaborativo e outros estão se posicionando contra. Para acompanhar esse debate reuni aqui alguns posts dos contra e dos a favor para que você, leitor desse blog, possa se inteirar e tirar suas próprias conclusões. Aqui mesmo no blog – à direita – você tem uma enquete sobre o assunto. Penso que o jornalismo com a produção amadora é sem volta, mas evidentemente precisa passar por aperfeiçoamentos (que não se entenda censura) para que essas contribuições sejam de fato colaborações valiosas para a formação da opinião pública em situações em que os meios de comunicação de massa se furtam de noticiar por interesses escusos. A maioria das contribuições tem sido efetivamente positivas e abre portas para um jornalismo mais participativo. Evidentemente que quando se trata de imagens de uma tragédia como essa da TAM, envolvendo tantas vítimas, as distorções que ocorrem de pessoas que tentam se aproveitar da situação geram muita polêmica e o assunto precisa ser discutido. E você pode aproveitar este espaço para deixar também sua opinião, seu comentário. Leia: “A Internet sucumbe ao espírito de porco“, no Observatório da Imprensa; “O Jornalismo colaborativo funciona“, no Jornalistas da Web; e “Farsa em destaque“, Ombudsman da Folha Online.

fernando f. silva