You Tube móvel e tarifas fixas

Notícia da info Online me chama a atenção “Versão móvel do YouTube estréia no Brasil“. Primeiro pelo lado positivo da disponibilidade de vídeos do YouTube para celulares. Uma ótima notícia para quem acessa conteúdo da web por dispositivos móveis. Entretanto, o lado negativo e que me chamou mais a atenção é o fato de que a TIM, que estabeleceu a parceria com a Google, vai cobrar R$ 1,50 por cada megabits navegado independente do cliente ter plano de dados ou não. Aí eu pergunto: isto não seria uma extorsão? Se o cliente da operadora tem um plano de dados por que a navegação não é abatida deste plano? Afinal de contas navegar por vídeos do You Tube é trafegar por dados. Não faz sentido uma cobrança à parte. A política das empresas de telefonia ainda é inadequada para os clintes de mobile internet. Os planos de dados são caríssimos no Brasil e ainda tem-se este tipo de estratégia que em vez de agregar um novo serviço para atrair mais adesões se desistimula o setor. Leia a notícia abaixo:

“O YouTube para celulares é fruto de uma parceria entre a TIM e o Google, em que as duas empresas se comprometem, juntas, a desenvolver aplicações móveis.
Em breve, os celulares da TIM irão trazer buscadores, segundo o presidente do Google, Alexandre Hohagen. “Estamos numa segunda onda, na qual nosso objetivo é ampliar nossa oferta para dispositivos móveis”, disse.
O serviço já está disponível para clientes da TIM de planos pré e pós-pagos. Para acessá-lo, é preciso entrar no portal TIM WAP e clicar no ícone do YouTube – não é necessário fazer download. Na página, em português, são indicados os vídeos mais acessados e há uma ferramenta de busca de vídeos.
A partir do momento em que clica em um vídeo, que é exibido por streaming, o cliente paga R$ 1,50 por megabyte trafegado. Esta tarifa não poderá ser debitada do pacote de dados do cliente, será cobrada à parte. “Para assistir a um vídeo de 1 minuto, o cliente gasta cerca de R$ 1, mais impostos”, calcula Marco Lopes, diretor de Marketing da TIM. Segundo ele, o YouTube móvel foi testado e homologado em 40 aparelhos do portfólio da TIM.
A parceria entre Google e TIM não é exclusiva. “Podemos trabalhar também com outras operadoras brasileiras”, disse Hohagen.

Livro sobre webjornalismo

Um dos principais pesquisadores de webjornalismo em Portugal, João Canavilhas, lança o livro o Webjornalismo: Propuesta de Modelo Periodístico Para La WWW (faça download). A versão digital é gratuita e a versão impressa custa 25€. Veja a apresentação do livro:

“O jornalismo na web continua sem encontrar um modelo que lhe permita demarcar-se claramente dos jornalismos escrito, televisivo e radiofónico.Embora os investigadores tenham identificado várias características próprias deste jornalismo – hipertextualidade, multimedialidade, interactividade, instantaneidade, personalização, memória e ubiquidade – apenas as quatro últimas são visíveis na esmagadora maioria das publicações online.As três características relacionadas com linguagem – hipertextualidade, multimedialidade, interactividade – continuam ausentes das publicações e por isso está ainda por definir uma linguagem específica para o webjornalismo.Este livro é parte da tese de doutoramento “Webnoticia: propuesta de modelo periodístico para la WWW” e pretende ser um pequeno contributo para a identificação de uma linguagem convergente para o webjornalismo.”

Mobile videos em coberturas

O Carnet de Notes, de André Lemos, relata a cobertura em Davos a partir de celulares com vídeos em streaming. O articulista da BBC News, Darren Waters, do blog Dot.Life, discute no artigo “mobile video at Davos” as ferramentas utilizadas no evento para coberturas instantâneas e online. Para Waters está emergindo novas possibilidades de reportagem proporcionadas pelos dispositivos móveis e pelas conexões. Além de texto e imagens agora é possível a transmissão de vídeo em streaming no instante em que ocorre o evento, e sem o filtro e formas de produção/edição do material. Para testar estas condições Darren Waters promete um projeto similar com mobile video para os eventos Mobile World Congress e Game Developers Conference em São Francisco. São as possibilidades reais do jornalismo em mobilidade.

Mais sobre microblog….

Desta vez é Dan Blank que volta ao tema no artigo Journalists: Twitter is Trend Worth Embracing. Ele discorre que o Twitter é uma tendência no jornalismo como plataforma de notícias. Veja:

“If there is one trend that journalists should pay attention to right now, I would say that it is the microblogging platform Twitter. Why? Because its snowball affect is coming quickly, and you have the chance to be a part of its evolution, instead of playing catch-up with other platforms like social media, video, blogging and podcasts. Twitter is a conversation, and you should be a part of it. ”

Microblog, microjornalismo, tecnologias

A seção de tecnologia do The New York Times destaca um dos temas de maior circulação na blogosfera no momento (a febre dos microblogs): o uso do Twitter como ferramenta jornalística e política. O jornal denomina o fenômeno de microjornalismo. Leia o texto completo Campaign Reporting in Under 140 Taps. Este tema me interessa muito, principalmente pelo seu aspecto de atualização contínua e a partir de SMS dos celulares. Eu tenho abordado o tema por aqui