Publicidade da terceira geração de celulares

As empresas de telefonia começam a publicizar a tecnologia de terceira geração (3G) dos celulares. A Claro, uma das primeiras a disponibilizar a tecnologia no Brasil, disponibilizou um site temático em flash sobre o tema destacando a videochamada (com áudio e vídeo em tempo real dos interlocutores), o acesso banda larga como modem em notebooks, tv no celular e outros serviços.

Microblog e outras ferramentas para a reportagem jornalística

O Gjol postou um comentário acerca do artigo de Jennifer Maderazo, do MediaShift, sobre o uso das redes colaborativas sociais como ferramentas para o repórter. O artigo perpassa pelo Orkut, Facebook, MySpace, YouTube, Twitter, Flickr mostrando as diversas situações em que estes sites podem ser explorados como fonte de informação para a construção de reportagens. Destas me chama a atenção o tópico sobre o microblog Twitter. Realmente é impressionante o crescimento dos microblogs como ferramenta jornalística ou como plataforma para o jornalismo, principalmente devido a sua característica de atualização constante, rápida e a postagem de mensagens curtas. Os incêndios na Califórnia e a campanha política nos Estados Unidos são exemplos de formas de como vem sendo utilizados os recursos do microblog, especialmente a partir de atualizações via telefones móveis.

Em breve será publicado em livro um artigo meu sobre “microblog e moblog” em que discuto exatamente o uso destas ferramentas como plataformas para o jornalismo no contexto da mobilidade.

O jornalismo e a tecnologia 3G

O celular vem se tornando uma plataforma de produção do jornalismo. Com câmera digital embutida, web, acesso à email, aplicativos de edição de textos, áudio, vídeos, as tecnologias móveis digitais oferecem uma redação completa em mobilidade para o relato de notícias em tempo real diretamente dos eventos. Entretanto, é com a tecnologia de terceira geração (3G), a banda larga dos celulares (que vai se expandir este ano no Brasil), que as condições para a produção jornalística a partir de dispositivos portáteis tornam-se mais palpáveis. A tecnologia de terceira geração é uma evolução dos celulares. A primeira geração foi a analógica da década de 1980 para início da de 1990 com apenas a função de fala; a segunda geração foi a digital ainda no início da década de 1990, que permitiu o envio de mensagens de texto e o acesso a internet em baixa velocidade; e a terceira é exatamente a banda larga com uma infinidade de recursos, além, claro, da capacidade de download, upload e navegação na internet em alta velocidade. Apesar da 3G já existir no Brasil desde 2004 com a operadora Vivo, é a partir de 2008 que o serviço vai se expandir devido ao leilão realizado em dezembro do ano passado que licitou as frequências e as 11 regiões a serem exploradas pelas operadoras de telefonia.

Na minha observação, a banda larga do celular significa muito para o jornalismo em mobilidade. Algumas características desta tecnologia favorem o trabalho em campo do repórter que necessita transmitir relatos direto do “front” do acontecimento:

  • 1.Envio de fotos, vídeos, áudio e textos em alta velocidade;
  • 2.Transmissão de vídeo em tempo real em streaming através das videochamadas;
  • 3. cobertura geográfica maior porque circula pelas operadoras de telefonia sem depender de hotspot Wi-Fi, mais limitado a shoppings, universidades, centros comerciais e residenciais;
  • 4.Possibilidade de utilizar o celular banda larga como modem num notebook;
  • 5.Acesso a tv digital nos aparelhos. Alguns aparelhos já devem vim prontos para captação de imagens de TV digital.

Estes são alguns aspectos e vantagens do uso da tecnologia. Em Recife o Sistema Jornal do Commercio já vem explorando estas condições nos seus veículos de comunicação através de aparelhos Nokia N95 e da 3G da Claro em projetos como o Notícia Celular e no JC Online na cobertura do Carnaval de Pernambuco

Tecnologia móvel como plataforma de produção para o jornalismo

Artigo de Paul Lamb (via Carnet de Notes), no MediaShift, destaca o fenômeno do uso dos dispositivos móveis [como o celular] no processo de produção jornalística. Ele argumenta que os dispositivos móveis disponíveis possuem capacidade técnica para o uso e a geração de informações em microblogging, google maps, vídeo ao vivo (com celulares 3G) e que metade das pessoas no mundo têm telefones móveis (90% só nos Estados Unidos), o que torna os telefones uma mídia em potencial. Entretanto, Lamb observa que a mídia tradicional ainda não percebeu adequadamente estas potencialidades, que vêm sendo exploradas mais intensivamente pelo jornalismo cidadão. No Brasil, algumas experiências com dispositivos móveis vêm crescendo, como este blog relatou ao longo de 2007 e 2008: Jornalismo móvel no G1 e JC Online em tempo real no Carnaval 2008.

Edição de áudio e vídeo em aparelho portátil

Gravação e edição de áudio e vídeo no iPod e no celular. Estas são as possibilidades do Belkin Podcast Studio e do celular Motorola Z10. O primeiro é um estúdio portátil para gravação com conexões para microfone ou entrada de outro tipo de áudio. Com este equipamento portátil é possível gravar, editar e salvar áudio diretamente no iPod, em formato WAV, e enviado para um podcast. O Belkin Podcast Studio é compatível com os iPods 5G, Classic e com o Nano de 3G. A Belkin também têm disponível o TuneStudio, um remixer de quatro canais para o iPod Video 5G. A gravação de áudio sai na qualidade 16-bit e 44 KHz. É mais um estúdio portátil. Em relação a edição de vídeo o celular Motorola Z10 é uma alternativa para gravação e edição em mobilidade diretamente no aparelho. O Z10 é um celular 3G HSDPA e suporta cartão de memória de até 32 GB.