Jornalismo móvel na revista Época

Revista Época adota conceito de Jornalismo Móvel em São Paulo com repórter fazendo matérias com um celular Nokia N95 pelas ruas da cidade. Através do Urblog da revista Época SP, que entrou no ar esta semana, serão explorados temas vinculados ao espaço urbano. Vídeos, histórias, percepções da cidade serão relatadas diariamente no blog sem um roteiro prévio, sem uma pauta definida. A ideia é mostrar o que foge do olhar pautado dos repórteres. Transmissões ao vivo direto da rua via celular e o uso da tecnologia geotagging associada ao local de produção da matéria faz parte do projeto Urblog. [Leia texto de Tiago Doria].

O Grupo de Pesquisa em Cibercidades – GPC da UFBA, em Salvador, vem estudando a relação tecnologias móveis e conexões sem fio em interação com o espaço urbano e a emergência de novas práticas neste entorno. A proposta do Urblog da Época– como um blog urbano que se utiliza de tecnologias móveis (neste caso o celular) como plataforma de produção vinculada às conexões sem fio Wi-Fi e 3G – faz parte das novas práticas na apropriação destes dispositivos como ferramentas jornalísticas. A mobilidade e a portabilidade são conceitos associados ao que denominamos de jornalismo móvel. Esta é uma prática que vem se expandindo pelos grupos de comunicação nacionais e internacionais e gradativamente vem sendo incorporada à estrutura tradicional como um ambiente móvel de produção a partir do uso do celular como um dispositivo híbrido.

Mobile web – crescimento exponencial

O blog do GJOL, via Marcos Palacios, traz hoje um post sobre a previsão de um boom na mobile web até 2012. A notícia publicada na BBC revela que estudo da Intel prevê pelo menos 1,2 bilhões de dispositivos móveis com acesso à internet até 2012. Pelo menos três pontos são importantes salientar nesta rápida evolução da tecnologia móvel: 1.Desenvolvimento de interfaces mais amigáveis para aparelhos tão pequenos (exemplo: iPhone e seguidores); 2.Aplicativos cada vez mais sofisticados que se aproximam muito dos recursos dos desktops; 3. As conexões em expansão embutidas nos aparelhos: 3G, WiFi, WiMax, Blutooth.

As inúmeras pesquisas em andamento em torno de mídias locativas, jornalismo móvel, internet móvel, Flash Mobs, Smart Mobs e jornalismo cidadão móvel buscam entender este fenômeno de multiplas faces com impacto em diversos ambientes sócio-econômico-cultural e tecnológico. No meu campo mais específico de atuação, o jornalismo e o uso de tecnologias móveis e conexões sem fio, tenho mapeado algumas experiências e iniciativas e percebo que os dispositivos móveis se transformaram em uma nova plataforma tanto para produção quanto para difusão de conteúdo dentro do ambiente de convergência em andamento. Uma boa parte dos portais de notícias já oferecem conteúdos específicos para celular ou estão utilizando estas ferramentas como plataformas de produção jornalística. Até 2012 este cenário deve se sofisticar ainda mais e haverá, possivelmente, um boom também de pesquisas para acercar com mais claridade o fenômeno das tecnologias móveis e da mobilidade (ubiquidade, portabilidade) presentes no contexto em discussão.

Revista Variety: direto do celular

O Qik está se tornando definitivamente “a” tecnologia para as transmissões ao vivo via celular e, o Nokia N95, o dispositivo mais usado. Repórteres da revista Variety estão realizando entrevistas em tempo real a partir de celulares e tecnologia Qik. É a mobilidade, ubiquidade e portabilidade presentes nas novas práticas do jornalismo potencializado por tecnologias móveis digitais e pela expansão das conexões sem fio. A banda larga 3G ou o acesso via Wi-Fi permitem acesso remoto via celular de praticamente todo lugar para a cobertura jornalística ou para entrevistas sem o aspecto invasivo causado pelas câmeras de vídeo e toda a parafernália da equipe televisiva. Veja mais sobre o assunto em Tiago Doria Weblog.

TV Globo destaca as pesquisas do Ciberpesquisa da UFBA

Hoje o programa Globo Universidade, da TV Globo, destacou as pesquisas do Centro de Estudos e Pesquisa em Cibercultura – Ciberpesquisa da UFBA com a participação do coordenador do -Centro e do Grupo em Cibercidades, André Lemos e Macello Medeiros, Karla Brunet e Fernando Firmino. São quatro matérias-entrevistas. André Lemos discorreu sobre a criação do Ciberpesquisa em em 1996 por ele e por Marcos Palacios e os três grupos de pesquisa vinculados Jornalismo Online, Internet e Política e Cibercidades. Ele apontou a importância do centro na formação de recursos humanos de ponta que possam replicar estas pesquisas por outras universidades como as relacionadas às tecnologias móveis e conexões sem fio; Macello Medeiros destacou seu projeto Bluetooth News que utiliza a tecnologia bluetooth para emissão de notícias para celulares sem o controle de operadoras e de graça; Karla Brunet falou sobre as novas práticas com a fotografia digital, principalmente a partir das câmeras embutidas nos celulares que geram uma interação maior com o espaço urbano; e Fernando Firmino contextualizou o uso de tecnologias móveis e conexões sem fio na formatação de uma estrutura para o repórter em campo atuar no jornalismo móvel.

O programa
O programa Globo Universidade estreou em abril deste ano com o objetivo de mostrar as inovações no ensino e pesquisa das universidades brasileiras e do exterior. É apresentado todos os sábados na TV Globo, às 7h15, e às 13h05, na Globo News, com reprises na quarta-feira no Canal Futura às 16h30. As edições do programa também ficam disponíveis na íntegra no site do Globo Universidade (http://globouniversidade.globo.com/).