Curso de mídias locativas: experiências e questões para pensar sobre o tema

Durante esta semana participei do curso “Mídias Locativas – Comunicação e Mobilidade”, organizado pelo Grupo de Pesquisa em Cibercidades da UFBA, organizado pelo professor André Lemos e que acontece no auditório da Faculdade de Comunicação da UFBA. Na quarta-feira (13/05) apresentei o tema “jornalismo e mídias locativas”, mas me antecedendo tivemos na segunda-feira o André Lemos, na abertura do curso, com o tema “Mídia locativa – Comunicação e Mobilidade. Introdução e aspectos gerais”; e na terça-feira José Carlos Ribeiro abordando “Redes sociais e mídias locativas”.

Algumas considerações sobre os três primeiros dias (o curso continua na próxima semana):

1.Mídias locativas é um tema relativamente novo na forma e nas práticas desencadeadas no contexto contemporâneo. Neste sentido há uma curiosidade em entender o que significa e que implicações traz para os estudos da cibercultura e da comunicação. Por trás desse objeto está uma série práticas associadas a emergência das conexões sem fio, de tecnologias móveis associadas a localização e todas as questões em torno da mobilidade.

2.Durante o curso foi interessante notar a atenção de um público muito interessado em conhecer melhor as pesquisas e discussões sobre o tema. O Grupo de Pesquisa em Cibercidades é um dos pioneiros no país quando se tratar da abordagem mídias locativas e, no momento, concentra um considerável número de pesquisadores de mestrado e doutorado com estudos voltados para a observação de fenômenos enquadrados nesta categoria. Estudos sobre games, jornalismo, mapas na web, redes sociais, enfim….

3.Portanto, para nós pesquisadores, é um entusiasmo participar de iniciativas como a deste curso à medida que temos a oportunidade de expor nossas pesquisas e debater com um público atento questões amadurecidas e outras que precisam ser postas para o aprofundamento. Além disso, o debate tem ido além do ambiente (auditório) invadindo microblogs e blogs (veja tag #midialocativa).

4.Além de falar sobre o impacto e as implicações das tecnologias móveis, da mídia locativa e derivados é importante experimentar. Neste sentido o curso também tem funcionado desta forma. Qr Codes, bluetooth, transmissões ao vivo via Qik e Twitter foram utilizados para potencializar o evento e dar visibilidade as tecnologias e suas aplicações de forma factível.

Na minha apresentação, na quarta-feira, apresentei vários aspectos de minha pesquisa de doutorado sobre jornalismo móvel relacionando as questões da mídia locativa com o jornalismo. Entendo que há aproximações e tensões em decorrência da configuração de cada área. Entretanto o que me parece comum é a possibilidade expandida de emissão de informação (tela acima) vinculada aos dispositivos móveis digitais e as conexões sem fio. Tanto para o jornalismo quanto para as mídias locativas temos aí implicações novas.

Outra perspectiva que apresentei enquadrei foi: “como estudar os fenômenos da comunicação móvel com os métodos e teorias clássicas pensadas para a comunicação de massa?”. Raciocínio semelhante foi feito pelo José Carlos Ribeiro anteriormente.

E para encerrar, gostaria de reiterar que cursos como este, sem sobra de dúvidas, oportunizam discussões novas em busca de respostas para novos problemas colocados pela emergência das mídias locativas, da comunicação móvel e de todas estas práticas associadas às redes e aos processos de digitalização. Slide 5 .O {font-size:149%;}

Para quem não teve oportunidade de estar presente, uma série de vídeos estão disponíveis sobre a apresentação de André Lemos, José Carlos Ribeiro e Fernando Firmino ou ainda trechos das transmissões ao vivo via Qik http://qik.com/andrelemos

Inscrições abertas para o curso de Mídias Locativas na FACOM/UFBA


Lembramos aos interessados na discussão que o Curso Mídias Locativas – Comunicação e Mobilidade está com as inscrições abertas através http://www.fapex.ufba.br/mof/

Abaixo segue as informações completas do curso com professores, temas e respectivas ementas.

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE COMUNICAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO E CULTURA CONTEMPORÂNEAS
GRUPO DE PESQUISA EM CIBERCIDADE

CURSO DE EXTENSÃO
MÍDIAS LOCATIVAS – COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE

COORDENADOR
PROF. DR. ANDRÉ LEMOS, PESQUISADOR 1 DO CNPQ

PROFESSORES DO CURSO
EQUIPE DO GPC

André Lemos, PhD, Professor do PPGCCC/FACOM/UFBA
José Carlos Ribeiro, PhD, Professor do PPGCCC/FACOM/UFBA
Macello Medeiros, MsC, Doutorando do PPGCCC/FACOM/UFBA
Fermando Firmino da Silva, MsC, Doutorando do PPGCCC/FACOM/UFBA
Luiz Adolfo Andrade, MsC, Doutorando do PPGCCC/FACOM/UFBA

EMENTA

O atual estágio do desenvolvimento das tecnologias digitais móveis configura-se como uma nova fase da cibercultura, a da “internet das coisas”. Podemos utilizar aqui a metáfora do download do ciberespaço ou como diz Russel (1999), da internet “pingando” nas coisas, para mostrar que a antiga discussão sobre a constituição de um mundo a parte com o surgimento do ciberespaço parece estar em questão com a virada espacial que os estudos das mídias locativas trazem para o debate sobre a comunicação contemporânea. Vamos examinar o uso de tecnologias e serviços baseados em localização no contexto mundial e brasileiro, apontando para a discussão de questões como espaço, lugar, comunicação e mobilidade. Mídias locativas como dispositivos, sensores e redes digitais sem fio e seus respectivos bancos de dados “atentos” a lugares e contextos, os chamados LBS e LBT. A característica fundamental das mídias locativas é que elas aliam, paradoxalmente, localização e mobilidade. Vamos abordar nesse curso aspectos da relação dessas novas mídias: a arte, os games, as redes de sociabilidade, marketing e o jornalismo. O curso é proposto pelo Grupo de Pesquisa em Cibercultura, credenciado pelo CNPq e pioneiro dessa discussão no Brasil.

CARGA HORÁRIA
15H

PUBLICO ALVO
Estudantes de graduação e de pós-graduação em comunicação, arquitetura, geografia, sociologia e áreas afins, profissionais de comunicação como jornalistas, relações públicas, publicitários.

ONDE
Auditório da Faculdade de Comunicação da UFBa.

QUANDO
11, 12, 13, 18 e 19 DE MAIO

HORÁRIO
19 às 22H

INSCRIÇÃO

Fapex/UFBA

CUSTO
Profissional – R$ 100,00
Estudante – R$ 50,00

CALENDÁRIO DO CURSO

11 DE MAIO – MÍDIA LOCATIVA. COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE. INTRODUÇÃO E ASPECTOS GERAIS – Prof. Dr.. André Lemos

12 DE MAIO – REDES SOCIAIS E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. Dr. José Carlos Ribeiro

13 DE MAIO – JORNALISMO E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. MsC Fernando Firmino

18 DE MAIO – JOGOS ELETRÔNICOS E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. MsC Luiz Adolfo Andrade.

19 DE MAIO – BLUETOOTH MARKETING E MÍDIAS LOCATIVAS – Prof. MsC Macello Medeiros

PROGRAMA DAS DISCIPLINAS

11 DE MAIO

MÍDIA LOCATIVA. COMUNICAÇÃO E MOBILIDADE. INTRODUÇÃO E ASPECTOS GERAIS.
PROF. DR. ANDRÉ LEMOS

EMENTA

As formas e artefatos comunicacionais têm transformado os espaços sociais desde as primeiras cidades até as metrópoles contemporâneas. As mídias locativas, agregando conteúdo informacional a um local específico, criam novas formas de ação no espaço urbano. Vemos essas mudanças na agregação de pessoas em áreas Wi-Fi, na busca por zonas de acesso às redes de telefonia celular, nas trocas de SMS, fotos ou vídeos, nas conexões em redes bluetooth, na emissão de dados por etiquetas de rádio freqüência, RFID3. A mobilidade social, a relação com o espaço urbano e as formas comunicacionais passam por transformações importantes na atual fase da sociedade da informação, a fase da “internet das coisas”. As mídias reconfiguram os espaços urbanos, os subúrbios, os centros, dinamizam o transporte público e tornam mais complexo esse organismo-rede que são as cidades. Mostraremos nesse módulo como as formas sociais emergentes dessas mídias de função pós-massiva, aliadas às tecnologias móveis (dispositivos e redes de comunicação como palms, laptops, GPS, celulares, etiquetas RFID, Wi-Fi, bluetooth), criam novos processos de controle informacional do espaço, em novos “territórios informacionais”. Para tanto, criamos uma tipologia das mídias locativas e definimos os territórios informacionais como heterotopias (Foucault) da ciberurbe. Mostramos exemplos concretos a partir de experiências em meio, geolocalização, anotações urbanas e realidade aumentada, games, jornalismo, etc. Apontamos também algumas questões ligadas ao controle, vigilância e invasão da privacidade.

BIBLIOGRAFIA

Beslay, Laurent., Hakala, Hannu., Digital Territory: Bubbles., in Vision Book, 2005., http://europa.eu.int/information_society/topics/research/visionbook/index_en.htm

Bourdin, Alain., A Quesão Local. Rio de Janeiro, DP&A, 2001.

Castells, Manuel., A era da intercomunicação, in Le Monde Diplomatique., in http://diplo.uol.com.br/2006-08,a1379, 2006.

Foucault, Michel, De Outros Espaços., in Architecture, Mouvement, Continuité, 1984, traduzido por Pedro Moura, disponível em http://www.rizoma.net/interna.php?id=169&secao=anarquitextura

Hemment, D., Evans, J., Humphries, T., Raento, M., Locative Media and pervasive surveillance: The Loca Project., in http://www.drewhemment.com/2006/locative_media_and_pervasive_surveillance_the_loca_projectby_drew_hemment_john_evans_theo_humphries_mika_raento.html., 2006

Lemos, A. (2008) Mídias Locativas e Territórios Informacionais. In Santaella, L., Arantes, P. (ed), Estéticas Tecnológicas. Novos Modos de Sentir., São Paulo: EDUC., pp. 207-230.

Lemos, A., (2007). Comunicação e práticas sociais no espaço urbano: as características dosDispositivos Híbridos Móveis de Conexão Multirredes (DHMCM). Revista Comunicação, Mídia e Consumo, São Paulo, v.4, n.10, p.23-40, jul.

Lemos, A.(2009). Mobile Communication and New Sense of Places. A Critique of Spatialization in Cyberculture. No prelo. Galáxia, PUC -SP.

Lemos, André., Ciberespaço e Tecnologias Móveis: processos de Territorialização e?Desterritorialização na Cibercultura., COMPÓS, Baurú, SP, junho de 2006.

Lemos, André., Cidade Ciborgue., in Galáxia. Revista Transdisciplinar de Comunicação, Semiótica, Cultura., n. 8, PUC-SP, São Paulo, EDUC:Brasília, 2004

Lemos,André (org). Ciberurbe. A cidade na sociedade da informação, RJ, Ed. E-papers, 2005.
McCulloug, M., (2). On The Urbanism of Locative Media, Places 18.2, p. 27., 2006., http://repositories.cdlib.org/cgi/viewcontent.cgi?article=2243&context=ced/places

Pope, S. The Shape of Locative Media, Mute Magazine Issue 29 (9 February 2005)., http://www.metamute.com/look/article.tpl?IdLanguage=1&IdPublication=1&NrIssue=29&NrSection=10&NrArticle=1477

Rheingold, H., Smart Mobs. The next social revolution., Perseus Publishing, 2003.

Santaella, L. (2008). A Estética Política das Mídias Locativas. In Nómadas, n.. 28. Abril 2008. In http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/colombia/iesco/nomadas/28/12-estetica.pdf

Tuters, Marc. The Locative Utopia., in http://www.locative.net/tcmreader/index.php?endo;tuters , 2006.

12 DE MAIO.

REDES SOCIAIS E MÍDIAS LOCATIVAS
PROF. DR. JOSÉ CARLOS RIBEIRO

EMENTA

Este módulo se propõe a mapear e discutir alguns elementos que compõem o quadro das trocas sociais efetivadas através do uso das mídias locativas nos espaços dos centros urbanos. A partir da análise de diversos exemplos, procura-se evidenciar as principais características que se revelam como promotoras de mudanças nas redes e nas dinâmicas sociais vivenciadas por seus participantes. Em uma perspectiva mais ampla, busca-se também examinar em que medida estas manifestações singulares servem de base para se pensar em uma gradativa mudança em padrões habituais de sociabilidade no contexto contemporâneo.

BIBLIOGRAFIA

Albrecht, K., McIntyre, L. Spychips. How Majors Corporations and Government Plan to Track Your Every Purchase and Watch Your Every Move., NY: Plume Book, 2006.

Kraan, A. To Act in Public through Geo-Annotation. Social Encounters through Locative Media Art. In OPEN no. 11 Hybrid Space. Disponível em http://www.skor.nl/download.php?id=3234.

Lemos, A. Mídias Locativas e Territórios Informacionais. In Santaella, L., Arantes, P. (ed), Estéticas Tecnológicas. Novos Modos de Sentir. São Paulo: EDUC, pp. 207-230, 2008.

Meyrowitz, J. No Sense of Place. The impact of Electronic Media on Social Behavior. London: Oxford University Press, 1985.

Ribeiro, J. C. ; Brunet, K. ; Falcão, T. Comunicação Móvel e Jogos em Espaços Híbridos. E-Compós (Brasília), v. 11, p. 02, 2008. Disponível em http://www.compos.org.br/ seer/index.php/e-compos/article/view/247/275.

Shirvanee, L. Locative Viscosity: Traces Of Social Histories In Public Space. Disponível em http://leoalmanac.org/journal/vol_14/lea_v14_n03-04/lshirvanee.asp.

Siegemundand, F.; Florkemeier, C. Interactionin Pervasive Computing Settings using Bluetooth-enabled Active Tags and Passive RFID Technology together with Mobile Phones. Disponível em http://xml.coverpages.org/Siegemund-BluetoothRFID.pdf.

13 DE MAIO

JORNALISMO E MÍDIAS LOCATIVAS
PROF. MSC. FERNANDO FIRMINO

EMENTA

As tecnologias móveis digitais em redes sem fio e as tecnologias baseadas em localização penetram cada vez mais no ambiente jornalístico e formatam novas práticas comunicacionais. Observamos que a mobilidade expandida na produção, distribuição e consumo de informação propiciada por estes dispositivos, reconfigura o jornalismo em suas rotinas jornalísticas, nos seus produtos e na forma como a audiência lida com a informação na sociedade contemporânea. Portanto, nosso objetivo com o curso é oferecer um panorama da área e discutir as potencialidades e implicações do jornalismo e mobilidade como categoria sob a perspectiva do jornalismo móvel e do jornalismo locativo. Mostraremos experiências midiáticas com abordagem dos aspectos de mobilidade e localização vinculados às mídias locativas e à comunicação móvel.

BIBLIOGRAFIA

Briggs, Mark. Journalism 2.0 – how to survive and thrive (a digital literacy guide for the information age. Disponível em http://www.kcnn.org/resources/journalism_20/ acesso em 27 dez. 2007.

Goggin, Gerard. Cell Phone Culture – mobile technology in everyday life. New York: Routledge, 2006

Lemos, André. Cidade e mobilidade. Telefones celulares, funções pós-massivas e territórios informacionais. Revista MATRIZes n.1 out. 2007

Pavlik, John V. Journalism and new media. New York: Columbia University Press, 2001

Paterson, Chris. Domingo, David (orgs.). Making Online News – the ethnography of new media production. New York: Peter Lang, 2008

Pellanda, Eduardo. Internet móvel: novas relações na cibercultura derivadas da mobilidade da comunicação. (tese doutorado). Porto Alegre: PUC-RS, 2005

Pardo Kuklinski, Hugo; BRANDT, J.; PUERTA, J. P. Mobile web 2.0. A theoretical – technical framework and developing trends. International Journal of Interactive Mobile Technologies (iJIM). Vol. 2, No. 4, p. 54-61, 2008

Quinn, Stephen; LAMBRE, Stephen. Online Newsgathering – research and reporting for journalism. Oxford: Focal Press, 2008.

Santaella, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007

Salaverría, Ramón.; AVILÉS, José Alberto García. La convergencia tecnológica em los medios de comunicación: retos para el periodismo. Trípodos, número 23, Barcelona, 2008, p. 31-47

Silva, Fernando Firmino da. Edição de imagem em jornalismo móvel. In FELLIPI, Ângela; SÓSTER, Demétrio de Azevedo; PICCININ, Fabiana (orgs.). Edição de imagens em jornalismo. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2008

Silva, Fernando Firmino da. Moblogs e microblogs: jornalismo e mobilidade. In: Amaral, A.; Recuero, R.; Montardo, S. (orgs.). Blogs.com: Estudos sobre blogs e comunicação. São Paulo: Momento Editorial, 2009

18 DE MAIO

JOGOS ELETRÔNICOS E MÍDIA LOCATIVA.
PROF. MSC. LUIZ ADOLFO DE ANDRADE

EMENTA

O objetivo deste módulo é explorar a relação entre jogos eletrônicos e as mídias locativas. Inicialmente, será apresentado um breve histórico dos games, considerando os diferentes gêneros e plataformas. Mostrar o formato dos pervasive/ubiquitous games, criados com base no paradigma do Computador do Século XXI e viabilizados pelo advento das redes sem fio, plataformas móveis e mídias locativas. Apresentar a classificação atual destes games (pervasive games, alternate reality games, ubiquitous games, cross-media games, etc) acompanhada dos principais projetos, no mundo. Explicar como é feito o design destes jogos, destacando papel das mídias locativas e suas diversas finalidades – marketing, treinamento, educação, política, etc.

BIBLIOGRAFIA

Andrade, Luiz Adolfo de. Efeitos em terceira pessoa e funções pós-massivas: o caso de Obsessão Compulsiva. Trabalho Apresentado no II Simpósio da ABCIBER (Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura. São Paulo: PUC, 2008. Disponível em http://realidadesintetica.com/?Page_id=134

Andrade, Luiz Adolfo de. Realidades Alternadas ou revelações de Lost sobre games e ficção seriada. Trabalho apresentado no Colóquio internacional Televisão e Realidade. Salvador: UFBA, 2008. Disponível em http://realidadesintetica.com/?Page_id=134

Mcgonigal, Jane. The Puppet Master Problem: Design for Real-World, Mission-Based Gaming.” Second Person. MIT Press, January 2007. Eds. Pat Harrigan and Noah Wardrip-Fruin. Http://www.avantgame.com/writings.htm

Lemos, André. Mídia locativa e territórios informacionais. 2007. Disponível em http://www.andrelemos.info/artigos/midia_locativa.pdf

19 DE MAIO

BLUETOOTH MARKETING E MÍDIAS LOCATIVAS.
PROF. MSC MACELLO MEDEIROS

EMENTA

O advento dos artefatos móveis como os smartphones (celulares de última geração), PDAs, Notebooks e Netbooks vem reconfigurando a forma do consumo de informação. As conexões via tecnologia Bluetooth, por exemplo, estão sendo utilizadas para o envio de conteúdo informativo para esse dispositivos como podemos constatar na ações de Bluetooth Marketing. Esse tipo de ação é realizada em um lugar determinado, geralmente lojas, stands de vendas, shoppings, bares e restaurantes, onde os clientes portadores de artefatos móveis como os celulares podem receber cupons de desconto, informações do cardápio, promoções, peças de campanha publicitária, etc. A proposta do curso é entender o funcionamento básico da tecnologia bluetooth nos artefatos móveis e as suas implicações nos usos e práticas comunicacionais contemporâneas.

BIBLIOGRAFIA

Anderson, Chris. A Cauda Longa: Do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho. São Paulo: Editora Elsevier, 2006.

Beltrão, Luís; Quirino, Newton de Oliveira. Subsídios para uma teoria da comunicação de massa. São Paulo: Summus, 1986/2003.

Canetti, Elias. Massa e Poder. São Paulo: Companhia das letras, 1995.

Castells, Manuel. A Era da Intercomunicação. Artigo do site Le Monde Diplomatique Brasil. Disponível em http://diplo.uol.com.br/2006-08,a1379

Kumar, Krishan. Da Sociedade Pós-Industrial à Pös-Moderna. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editora, 2006.

Lemos, André. Mídia Locativa e Territórios Informacionais, in Carnet de Notes http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/locativa.pdf , janeiro, 2007.

______________ Cidade e Mobilidade. Telefones Celulares, funções pós-massivas e territórios informacionais., in Matrizes, Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação., USP, ano 1, n.1, São Paulo, 2007, ISSN 1982-2073, pp.121-137.

Mackenzie Adrian in SHELLER, Mimi; URRY John. Mobile Technologies of The City. New York: Editora Routledge, 2006

Oliveira, Ricardo Augusto Rabelo. Bluetooth e Multimídia. Anais do IV Workshop em Tratamento de Imagens, NPDI/DCC/ICEx/UFMG, p. 14-25, Junho de 2003.

Prado, Eduardo. Mobile Marketing: Uma Nova Mídia Digital. Artigo do site TELECO. Disponível em http://www.teleco.com.br/emdebate/eprado21.asp.

Tahtinen, Jaana. Mobile Advertising or Mobile Marketing. A Needs for a New Concept? In FeBR 2005 – Frontiers of e-Business Research 2005. Conference Proceedings of eBRF 2005 pp. 152-164.

Curso sobre Mídias Locativas na UFBA

Repassando

Está “no ar” o novo site do Grupo de Pesquisa em Cibercidade (GPC/CNPq) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Facom/UFBa. O site ainda está em construção mas já pode ser visitado. Ressalto e aproveito para divulgar o Curso de Extensão sobre Mídias Locativas que começa no dia 11 de maio a noite.

Peço que divulguem. As vagas são limitadas. Abaixo a ementa e informações gerais. Mais detalhes no link.

EMENTA

O atual estágio do desenvolvimento das tecnologias digitais móveis configura-se como uma nova fase da cibercultura, a da ?internet das coisas?. Podemos utilizar aqui a metáfora do download do ciberespaço ou como diz Russel (1999), da internet ?pingando? nas coisas, para mostrar que a antiga discussão sobre a constituição de um mundo a parte com o surgimento do ciberespaço parece estar em questão com a virada espacial que os estudos das mídias locativas trazem para o debate sobre a comunicação contemporânea. Vamos examinar o uso de tecnologias e serviços baseados em localização no contexto mundial e brasileiro, apontando para a discussão de questões como espaço, lugar, comunicação e mobilidade. Mídias locativas como dispositivos, sensores e redes digitais sem fio e seus respectivos bancos de dados ?atentos? a lugares e contextos, os chamados LBS e LBT. A característica fundamental das mídias locativas é que elas aliam, paradoxalmente, localização e mobilidade. Vamos abordar nesse curso aspectos da relação dessas novas mídias: a arte, os games, as redes de sociabilidade, marketing e o jornalismo. O curso é proposto pelo Grupo de Pesquisa em Cibercultura, credenciado pelo CNPq e pioneiro dessa discussão no Brasil.

CARGA HORÁRIA
15H

PUBLICO ALVO
Estudantes de graduação e de pós-graduação em comunicação, arquitetura, geografia, sociologia e áreas afins, profissionais de comunicação como jornalistas, relações públicas, publicitários.

ONDE
Auditório da Faculdade de Comunicação da UFBa.

QUANDO
11, 12, 13, 18 e 19 DE MAIO

HORÁRIO
19 às 22H

INSCRIÇÃO
Fapex/UFBA