Tecnologias móveis em debate no Seminário Internacional de Jornalismo Online

Amanhã participarei, em São Paulo, do I Seminário Internacional de Jornalismo Online, que ocorrerá na Faculdade Cásper Libero, na Avenida Paulista, das 9h às 18h00, , organizado pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas de Austin (EUA) e pelo Grupo de Pesquisa Tecnologia, Comunicação e Cultura de Rede do Programa de Pós-graduação da Cásper Líbero.

Estarei no painel “Desafios e oportunidades para o jornalismo nas emergentes plataformas digitais móveis” onde abordarei o tema “jornalismo em mobilidade: tecnologias móveis como plataformas de produção”, que faz parte das perspectivas de minha pesquisa de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Contemporânea na Universidade Federal da Bahia – UFBA desenvolvida dentro do Grupo de Pesquisa em Cibercidades – GPC e Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online – GJOL. Apresentarei alguns casos brasileiros do uso destas tecnologias no jornalismo no processo de captura, apuração, edição e transmissão diretamente do local do acontecimento.

No mesmo painel estarão ainda Paul Brannan, editor de plataformas emergentes da BBC News, Londres (Reino Unido) e Jim Haryott, especialista em plataformas móveis da BBC de Londres, Cilene Guedes, coordenadora de mobilidade/plataformas digitais do jornal O Globo e Sandra Carvalho, diretora do Portal Exame do Grupo Abril.

As vagas para participar presencialmente foram esgotadas desde a semana passada. Mas, de qualquer forma, será transmitido ao vivo pelo portal Terra.. Abaixo a programação completa:


PROGRAMAÇÃO:


9h às 9h15: Abertura

Dr. Dimas Künsch, coordenador da Pós-Graduação, Faculdade Cásper Líbero

Rosental Calmon Alves, diretor, Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, Universidade do Texas em Austin

Angela Pimenta, editora, Revista Exame; e co-diretora para o Brasil do Comitê Internacional, Online News Association (ONA), Estados Unidos

9h15 às 10h45: Painel

A notícia a partir de bases de dados que permitem ao leitor interagir com grandes volumes de informação

Moderadora: Tereza Rangel, diretora de planejamento, UOL

Jornalismo Interativo no New York Times”, apresentação especial de Andrei Scheinkman, programador de aplicativos jornalísticos, New York Times

Painelistas:

Rubens Almeida, diretor de integração e especialista em bases de dados e georeferenciamento, iG

Dr. Walter Lima, professor da pós-graduação em Comunicação, Fundação Cásper Líbero; coordenador da Rede JorTec da SBPjor; e pesquisador do Núcleo de Ciência Cognitiva da USP

Pedro Valente, jornalista e programador, responsável pelo Yahoo Open Hack Day

10h45 às 11h: Coffee break

11h às 12h30: Painel

Algoritmos, robôs, curadoria, notícias geradas pelo público: novas fórmulas para o jornalismo online

Moderadora: Dra. Elizabeth Saad, professora titular e pesquisadora, ECA-USP

Jornalistas + leitores + algoritmos = meio de comunicação”, apresentação especial de Mario Tascón, diretor e fundador de LaInformacion.com e DIXIRed e ex-diretor de conteúdo de Prisacom e ElPais.com, Madri, Espanha (via videoconferência).

Painel:

Ana Brambilla, editora de Mídias Sociais, Terra Networks

David Butter, editor de suplementos e interatividade, G1

Ricardo Feltrin, secretário de redação, Folha Online

12h30 às 14h: Almoço

14h às 15h30: Painel

Desafios e oportunidades para o jornalismo nas emergentes plataformas digitais móveis

Moderadora: Dra. Caru Schwingel, professora e pesquisadora, Universidade Anhembi Morumbi

A tecnologia móvel agora e no futuro”, apresentação especial de Paul Brannan, editor de plataformas emergentes, e Jim Haryott, especialista em plataformas móveis, da BBC News, Londres, Reino Unido

Painel:

Cilene Guedes, coordenadora de mobilidade/plataformas digitais, O Globo

Sandra Carvalho, diretora do Portal Exame

Fernando Firmino, professor, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB); e doutorando, Universidade Federal da Bahia (UFBA)

15h30 às 15h45: Coffee break

15:45 às 17h15: Painel

A evolução da narrativa jornalística na Web

Moderadora: Pedro Doria, editor de conteúdos digitais, Estadão

Ferramentas para a narrativa digital”, apresentação especial de Katie King, gerente sênior de produtos, para portais e parcerias, MSN UK, Londres, Reino Unido; e diretora da Online News Association (Estados Unidos)

Painel:

Alberto Cairo, editor de multimídia e infografia, Editora Globo

Daniel Jelin, editor, Veja.com

Pedro Dias Lopes, editor-chefe de Zerohora.com e ClicRBS

Julliana Melo, editora-assistente do JCOnline, Jornal do Comércio (Recife)

17h15 às 18h: Sessão final

Discussão sobre a formação de uma associação de jornalistas online no Brasil e a experiência da Online News Association nos Estados Unidos

Moderadora: Angela Pimenta, editora, Revista Exame; e co-diretora para o Brasil do Comitê Internacional da Online News Association (ONA), dos Estados Unidos

Painel:

Rosental Calmon Alves, diretor, Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, Universidade do Texas em Austin

Katie King, gerente sênior de produtos, para portais e parcerias, MSN UK, Londres, Reino Unido; integrante da diretoria da ONA e de seu comitê internacional.

Fernando Rodrigues, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI)

Tecnologias móveis para produção jornalística

Os repórteres, principalmente dos jornais diários, vivem sob a pressão de ter que voltar para a redação para finalizar a matéria. Em algumas situações enquanto os fatos ainda estão se desenvolvendo e, portanto, com riscos de se perder alguma informação ou imagem fundamental para complementar o relato. Tudo isto se deve a questão da pressão do deadline. Com o avanço do desenvolvimento de tecnologias móveis digitais sofisticadas em termos de processamento e de recursos disponíveis em dispositivos como iPhone,Nokia ou notebooks passamos a ter uma estrutura, complementada por tecnologia 3G, que permite ao repórter continuar em campo. É o jornalismo em mobilidade.

Considerando essa estrutura móvel de produção e ainda as redações integradas dentro de um ambiente de convergência, potencializasse a capacidade da apuração, edição e transmissão da notícia (texto ou multimídia) diretamente do local. Neste sentido, o que se tem é um deadline contínuo com o envio de parcias da produção porque o repórter em alguns grupos de comunicação trabalham não mais para um meio específico, mas para multiplataformas. Portanto, isto vai envolver um conhecimento de várias plataformas midiáticas e uma capacidade de produzir conteúdos distintos para distribuição por esses meios diversos.
Desenha-se, assim, um novo perfil de profissional, uma forma de organização das empresas mais convergentes e uma relação mais próxima com a audiência.

Mas como aglutinar ou compatibilizar os interesses múltiplos decorrentes dessa estrutura da empresa de comunicação, dos jornalistas e da audiência???????
Essa produção multiplataforma me parece claro que favore a construção de produtos jornalísticos mais consistentes com desdobramentos de uma história por vários meios (rádio, tv, jornal, internet, celular, tablets) e de forma complementar, de maneira que o público final possa estar, como nunca, informado com um conjunto mais completo de dados.

A questão está no como proceder para a transição para esse modelo que permita que os repórteres não fiquem apenas com acúmulo de múltiplas funções sem um exercício pleno de sua capacidade de pensar, de observar, de produzir com qualidade. O simples fato de disponibilizar de tecnologias móveis e conexões sem fio não significa produção da notícia com qualidade. Mas quando isto é acompanhado de planejamento e estratégias certamente teremos a potencialização da construção da notícia em campo ou até mesmo de transmissões ao vivo oferecido pelo repórter em mobilidade que possa beneficiar a audiência.

O cenário aberto para o jornalismo móvel parece inevitável dentro das empresas jornalísticas diante das multiplataformas e da reestruturação das redações. Algumas experiências já estão em andamento. Compreender esse desenvolvimento é um ponto importante para vislumbrar os modelos, os formatos de notícias e como as rotinas produtivas são afetadas. Para refletir deixo três textos que remetem à questão do uso de tecnologias móveis no jornalismo. Um que trata sobre iPhone para captura, edição e transmissão de videos por repórteres da redação do VC Star; outro sobre como a tecnologia móvel afeta a cobertura local; e por último jornalismo móvel – uma nova tendência nas reportagens.

Abaixo um vídeo de um dos programas de edição de vídeo para iPhone ReelDirector, que pode ser utilizado em campo para a edição de reportagens para televisão ou portais.

Embed no Twitter

Uma das melhores coisas da Web é o compartilhamento (de conhecimento, de dados, de aplicações). Os códigos embed para compartilhar vídeos, apresentações, fotos ou outro tipo de material tem propiciado a disseminação rápida de conteúdos por permitir a introdução destes (via códigos embed) diretamente no blog ou site. Faltava isto para o Twitter. YouTube, Flickr, Qik e outras aplicações já detêm essa possibilidade. O Twitter lançou o Blackbird Pie que faz isso simplesmente colando o endereço de URL do tweet. Com isto é possível incorporar no blog um tweet postado sem precisar salvar tela (veja imagem acima). Ou seja: temos o tweet em HTML.

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RT @christofoletti: 212 blogs de pesquisadores em Comunicação = http://bit.ly/bCAu1p + 268 twitters de pesq da área = http://bit.ly/6KcG4eless than a minute ago via TweetDeck

I Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo: chamada de trabalhos

I SEMINÁRIO NACIONAL DE ENSINO DE JORNALISMO
FLORIANÓPOLIS, 26 E 27 DE AGOSTO DE 2010
CHAMADA DE TRABALHOS

A Rede PROCAD “O Ensino de Jornalismo na Era da Convergência Tecnológica – Matrizes curriculares, planos de ensino e demandas profissionais”, formada por professores da UFBA, UFSB, USP e TUIUTI e financiada pela CAPES, promove nos dias 26 e 27 de agosto de 2010 o I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo, na Universidade Federal de Santa Catarina. Podem submeter trabalhos pesquisadores que investigam as seguintes temáticas: ensino de jornalismo e novas tecnologias, ensino de jornalismo em tempos de convergência, projetos pedagógicos, metodologias de ensino, formatação de currículos, entre outros.

Os trabalhos, acompanhados de resumo de dez linhas em espaço 1 e cinco palavras-chave, devem ser escritos em New Times Roman, corpo 12 e espaçamento 1 e meio, com extensão máxima entre 30 e 35 mil caracteres, incluída a bibliografia. As referências completas devem vir ao final do trabalho. As citações até três linhas podem ser inseridas no corpo do trabalho. Citações acima deste limite devem ser destacadas no texto, em corpo 10, com espaçamento 1. Serão selecionados, no máximo, 32 trabalhos para apresentação no I Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo. O Seminário será a base do livro anual da Rede PROCADJOR que será lançado no final do ano de 2010. A data limite para o envio de trabalhos para seleção é 30 de Junho de 2010. O resultado da seleção será comunicado aos pesquisadores até 15 de Julho de 2010.

O Comitê Científico do I Seminário Nacional de Ensino do Jornalismo está constituído pelos membros das equipes PROCAD: Álvaro Larangeira, Adriana Amaral, Beth Saad, Claudia Quadros, Elias Machado, Francisco Karam, Graciela Natansohn, Kati Caetano, Malu Fontes, Marcos Palacios e Tattiana Teixeira. Mais informações podem ser obtidas na página do PROCAD em http://www.procadjor.cce.ufsc.br ou com os coordenadores locais Elias Machado (machadoe@cce.ufsc.br) e Tattiana Teixeira (tattianaufsc@gmail.com)

via GJOL