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Mogulus anuncia o lançamento do Procaster para transmissões ao vivo


O Mogulus anunciou esta semana a disponibilização do aplicativo gratuito Procaster que trabalha de forma integrada à plataforma Mogulus para transmissões ao vivo. A diferença é que a ferramenta transmite de várias fontes: da webcam, da tela do computador e do videogame. Depois de instalado no seu computador com sistema Windows, você escolhe a fonte da transmissão (video, screen, game) e começa a transmitir com um simples toque no icone Go Live.  Além disso é possível compartilhar ou interagir a transmissão através de chats, twitter e inserção no blog ou site com o embed ou link para o endereço Mogulus do ao vivo. É possível definir algumas preferências de performance como a qualidade do vídeo (baixo, normal, alta, HD e customizada) e também é possível alterar outras configurações. Veja um video demonstrativo de sua funcionalidade.
Nos testes preliminares que realizei funcionou e de forma prática. Vou mexer mais um pouco para verificar com mais precisão os pontos fortes e fracos. De qualquer forma é um aplicativo para desktop. 

Revista Variety: direto do celular

O Qik está se tornando definitivamente “a” tecnologia para as transmissões ao vivo via celular e, o Nokia N95, o dispositivo mais usado. Repórteres da revista Variety estão realizando entrevistas em tempo real a partir de celulares e tecnologia Qik. É a mobilidade, ubiquidade e portabilidade presentes nas novas práticas do jornalismo potencializado por tecnologias móveis digitais e pela expansão das conexões sem fio. A banda larga 3G ou o acesso via Wi-Fi permitem acesso remoto via celular de praticamente todo lugar para a cobertura jornalística ou para entrevistas sem o aspecto invasivo causado pelas câmeras de vídeo e toda a parafernália da equipe televisiva. Veja mais sobre o assunto em Tiago Doria Weblog.

Transmissão ao vivo por celular

Mais um serviço de transmissão ao vivo por celular via streaming, o Bambuser. A partir de um celular, webcam ou videocamera é possível realizar broadcast e assistir ao vivo ou sob demanda no site ou no celular. A notificação para o público e amigos pode ocorrer através de microblogs como Twitter, Pownce ou Jaiku. Há também neste serviço a possibilidade de interação com a audiência através de chat room e o uso de GPS-Tracking para identifica a localização de onde o celular está transmitindo. Outra plataforma bem conhecida de estream via celular é Qik.

Cobertura ao vivo [live streaming]

Esta semana o journalism.co.uk deu amplo espaço para o debate sobre o uso da transmissão ao vivo nos jornais online. Charles de Vroede, editor do de Telegraaf, apontou que o futuro era o live streaming e Bas Broekhuizen, editor of Volkskrant TV, considerou que seria inviável devido aos custos que isto representaria para as empresas de comunicação. Leia a notícia Live streaming is the future of newspaper news video online.

Recupero esta discussão, que tem sido alvo de outros posts do blog, porque coincide com a do artigo The Reporting Mobile, de Henrik Schneider, que acabo de ler no livro Mobile Studies (referência no final). Este artigo aborda o uso de celulares e tecnologias móveis no jornalismo participativo ou na citizen media e como isto está redistribuindo as forças na produção da notícia antes dominada pelo mainstream media. Desdobrando sua argumentação acerca da adoção intensiva dos mobile na produção do jornalismo cidadão o autor acredita que um dos aspectos que se sobressai com o uso de mensagens multimídias e tecnologias móveis [como nos mobloggings] é a cobertura de video em tempo real (por streaming) através de video phoning que “…a feature that will give a citizen journalist reporting abilities never before seen outside of professional media” (SCHEINEIDER, 2007, p.165). Ele reforça sua tese argumentando que numa zona de conflito o celular para transmissão em streaming leva vantagem. Mobile journalist e mobile environment fazem parte da construção do texto de Scheineider sobre reporting mobile. “The chance is there for advanced countries to gain an upper hand in mobile journalistic coverage because of the better availiability of mobile phones and networks. What good does a video broadcasting-capable phone do in a conflict zone if the present network is not ready to transmit the required data stream. This aspect seems similar to the case of the internet, but there is at least one major difference. Mobile penetration generally is higher than internet penetration in developing countries, which makes the mobile network a better way for narrowing the so-called digital divide and also for sharing news and information with the rest of the world.” (SCHEINEIDER, 2007, p.166).

Referência: SCHNEIDER, Henrik. The reporting mobile – a new platform for citizen media. In: NYÍRI, Kristóf (org.). Mobile studies – paradigmas and perspectives (coleção Communications in the 21 st Century. Viena: Passagen Verlag, 2007