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Repórter da Band entra ao vivo de um celular em cobertura de incêndio em Diadema

Repórter Pedro Mota, da equipe de jornalismo da Tv Band, entrou hoje ao vivo de um celular 3G do local de um incêndio em indústria química em Diadema, São Paulo. Do estúdio, Luiz Datena interagia com o repórter a partir das imagens na tela em transmissão via celular. Estas iniciativas fazem parte do projeto “Band Repórter Celular” que permite agilidade como a verificada no vídeo.
O jornalismo móvel se torna imbatível nestas situações de emergência quando as equipes de reportagem levam tempo até chegar aos locais dos acontecimentos com veículos de microondas, satélites e toda a preparação para entradas ao vivo. Com um dispositivo móvel digital 3G com aplicativos como QIK ou Movino basta apenas começar a gravar e pronto. São apenas questões de segundos para estabelecer a instantaneidade na cobertura. Mais tarde traremos novas atualizações desta cobertura. (obrigado Brandini).

Experiências com jornalismo móvel se multiplicam

Com ferramentas de live streaming e celulares 3G em abundância, o jornalismo móvel se expande pelos grupos de comunicação do Brasil e fora do país. As redações móveis (com notebooks e conexões sem fio) e as transmissões ao vivo estão menos dependentes de estruturas tradicionais para coberturas jornalísticas. Ou por outro lado: complementam esta estrutura tradicional com mais agilidade devido à portabilidade dos dispositivos e a mobilidade expandida, que colocam repórteres ao vivo de forma instantânea e de praticamente qualquer lugar a partir de celulares 3G ou de netbooks, entre outras ferramentas.
Esta semana duas iniciativas me chamaram a atenção em torno desta abordagem. A primeira publicada no Comunique-se revelando que o Primeiro Jornal amplia atuação do Band Repórter Celular. Veja trecho da matéria: “O Band Repórter Celular é uma tecnologia que possibilita ao jornalista transmitir ao vivo as imagens de um acontecimento e passar a informação por meio de um celular. O sistema foi desenvolvido com exclusividade para a emissora. Com o celular, a possibilidade de flagrantes para a TV fica muito mais fácil.” A Band tem uma parceria com a TIM para uso de sua rede 3G e vem se utilizando do jornalismo móvel nos seus programas de telejornalismo.
A segunda iniciativa é a do jornal de Oklahoma, dos Estados Unidos, o NewsOK.com, que realiza as coberturas de tempestadas na região a partir de ferramentas de redes sociais e de livestreaming. Esta notícia chegou até mim via Reunião de Pauta do Salatiel, que escreveu no post: “A novidade é que os repórteres foram para a rua em viaturas equipadas com mini laptop, rede sem fio e câmera portátil. Com mais o software Mogulus, passaram a fazer o que antes era exclusivo das TVs: transmissão ao vivo.”

As rotinas jornalísticas contemporâneas incorporam estas novas formas de operar a relação potencializada do jornalismo e mobilidade em redes de televisão, emissoras de rádio, portais jornalísticos e também no jornalismo impresso, que mesmo impossibilitado do tempo real, usufrui destas ferramentas para agilizar a produção tendo em vista que o repórter em coberturas pode enviar do local o material de forma mais rápida. Antes do início deste século se falava deste jornalismo instantâneo de uma forma futurística. No livro de John Pavlik, de 2001, ele apontava claramente esta visão tendo em vista que não tínhamos ainda tecnologias disponíveis e nem redes banda larga para o exercício pleno do jornalismo móvel. Entretanto, a paisagem agora é outra. Multiplicam-se as experiências.