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174 milhões de celulares no Brasil e a emergência de novas práticas


A ANATEL divulgou essa semana o número de celulares habilitados no Brasil. Agora são 174 milhões, quase a mesma quantidade de habitantes do país (190 milhões), o que significa uma proximidade ou paridade, ou seja, um celular por habitante, sendo que em alguns Estados esse dado já foi superado como Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Dos 174 milhões de aparelhos, 82% são pré-pagos. No ano passado foram adicionados mais 23 milhões (veja evolução na tabela acima entre 2000 e 2009).
A comunicação móvel é um fenômeno em expansão com as aberturas para o surgimento de diversas práticas e experiências. Essas práticas vêm sendo cada vez mais sendo estudadas pela sociologia, comunicação, antropologia, psicologia, educação e outras áreas ou campos do conhecimento por se tratar de uma realidade que vem transformando hábitos e inserindo novas formas de se comunicar, acessar informação, produzir conteúdos ou outras nuances que surgem e se particularizam em determinadas regiões. A evolução das conexões banda larga móvel e o aperfeiçoamento dos aparelhos celulares trazem novas implicações vinculadas à questão da mobilidade, ou da cultura da mobilidade.

Internet móvel vai se consolidando….

Esta semana o Google anunciou que o acesso a web através de dispositivos móveis aumentou de forma acelerada. A Internet móvel está se consolidando e as pessoas começam a navegar pela web com mais frequência. Smartphones e o lançamento do iPhone contribuiram para esta nova curva de crescimento. Reuters (Google sees surge in Web use on mobile phones) e Estadão (Google vê aumento no uso da web em celulares) destacam a notícia do Google.

“O Google viu uma aceleração do uso da internet entre os usuários de celulares nos últimos meses, desde que a empresa lançou serviços móveis mais rápidos para modelos específicos de celulares. Indicações iniciais de acentuada elevação do uso da internet em celulares, e não apenas em computadores, começaram a emergir de serviços que o Google vem oferecendo nos últimos meses aos celulares Blackberry, aparelhos multimídia da Nokia e ao iPhone, da Apple, anunciou a maior empresa de buscas na web.
A crescente disponibilidade de planos a preço fixo de transmissão de dados, de parte das operadoras de telefonia móvel, em lugar das tarifas por minuto que anteriormente desencorajavam o uso da Internet, bem como a melhora dos browsers disponíveis em celulares e a oferta de serviços otimizados por empresas como o Google, vêm estimulando o crescimento, argumentou Waddell.”

Difusão e produção de conteúdo no celular

Renato Cruz, no seu blog sobre tecnologia do Estadão, traz um post ( do celular para a internet) que merece comentário. Ele destaca que o celular, com a banda larga e outros recursos, se tornou uma “ferramenta para enviar textos, fotos e vídeos para a internet”. E mais: uma pesquisa encomendada pela Nokia ao The Future Laboratory indica que brasileiros entre 18 e 34 anos (42% dos entrevistados) publicam conteúdo na internet através do aparelho celular. Para ilustrar o post Renato Cruz traz alguns depoimentos de blogueiros e usuários de microblogs que realizam boa parte das atualizações via celular ou smartphone.

COMENTÁRIO: de fato observa-se que os dispositivos móveis digitais (smartphones, celulares) se tornam aparelhos comuns e sofisticados para a difusão e produção de conteúdo. Para isto ocorreram nos últimos anos uma série de evoluções acerca das conexões sem fio disponíveis (wi-fi, GPRS, banda larga) e das funções embutidas nestes dispositivos (câmera de vídeo e foto, áudio, web, email, editores de textos). Os smartphones, principalmente, oferecem uma compatilibilidade de recursos próximos ao de um desktop. Sem falar na possibilidade de instalação de uma infinidade de aplicativos de acordo com a necessidade. Eu sou um destes usuários de palmtops e smartphones e praticamente escrevo meus artigos e projetos quase exclusivamente neles, além de postar fotos e textos através do celular para blogs e Twitter. As vantagens estão exatamente na mobilidade, na ubiquidade por carregá-lo sempre comigo e na preservação da coluna (posso escrever em pé). As desvantagens referem-se ainda a questões de interface dos aparelhos (precisam ser aperfeiçoadas) e da dependência que se cria para alguns. Em síntese: o que pretendo com este comentário é observar que os estudos na área de comunicação precisam identificar estes fenômenos e perceber que os dispositivos móveis digitais, com todas estas possibilidades, apresentam novas interfaces (espaço urbano-ciberespaço), rotinas e efeitos. No Brasil já são mais de 120 milhões de celulares, segundo a Anatel. O acesso e a produção de conteúdo para navegação nestes portáteis são tarefas instigantes a serem analisadas. É a mídia móvel.

Publicidade da terceira geração de celulares

As empresas de telefonia começam a publicizar a tecnologia de terceira geração (3G) dos celulares. A Claro, uma das primeiras a disponibilizar a tecnologia no Brasil, disponibilizou um site temático em flash sobre o tema destacando a videochamada (com áudio e vídeo em tempo real dos interlocutores), o acesso banda larga como modem em notebooks, tv no celular e outros serviços.