Arquivo da categoria: cobertura móvel

Entrevistas sobre cobertura móvel na RTP de Portugal

Entrevistas com os dois participantes da cobertura móvel das eleições das Européias 2009 para a RTP (Rádio e Televisão de Portugal), conforme postamos aqui. Nas entrevistas os repórteres Paulo Nuno Vicente e Rita Colaço falam sobre as fragilidades da experiência e das potencialidades na cobertura a partir de dispositivos móveis.

Via Comunicamos

Carnaval de Salvador: A Tarde investe em cobertura multimídia e uso de QR Code

O Jornal A Tarde, de Salvador, está investindo numa cobertura multimídia e móvel do carnaval 2009. O portal está com uma home exclusiva para o período do carnaval. Videos, fotos, webtv, blogs e mensagens para celular são algumas das características exploradas. No aspecto mobilidade A Tarde disponibilizou o canal Mobi A Tarde e a inserção do QRCode no jornal impresso para que os leitores com celulares compatíveis possam ter acesso a fotos e vídeos da cobertura.

Jornalismo móvel: JC OnLine na cobertura do Galo da Madrugada de Recife

Grandes eventos, grandes coberturas. O portal JC Online, do Recife, está realizando uma cobertura interativa do carnaval de Recife-Olinda. Para a cobertura do tradicional Galo da Madrugada deste sábado estão sendo utilizados cinco celulares de terceira geração Nokia N95, aplicativos Qik, Flickr e Cover It Live. Um canal especifico foi desenhado para comportar no mesmo ambiente as cinco câmeras em transmissão simultânea, as postagens das fotos e a seção minuto-a-minuto via Cover It Live com informações dos repórteres e participação interativa dos internautas.

Experiências com jornalismo móvel se multiplicam

Com ferramentas de live streaming e celulares 3G em abundância, o jornalismo móvel se expande pelos grupos de comunicação do Brasil e fora do país. As redações móveis (com notebooks e conexões sem fio) e as transmissões ao vivo estão menos dependentes de estruturas tradicionais para coberturas jornalísticas. Ou por outro lado: complementam esta estrutura tradicional com mais agilidade devido à portabilidade dos dispositivos e a mobilidade expandida, que colocam repórteres ao vivo de forma instantânea e de praticamente qualquer lugar a partir de celulares 3G ou de netbooks, entre outras ferramentas.
Esta semana duas iniciativas me chamaram a atenção em torno desta abordagem. A primeira publicada no Comunique-se revelando que o Primeiro Jornal amplia atuação do Band Repórter Celular. Veja trecho da matéria: “O Band Repórter Celular é uma tecnologia que possibilita ao jornalista transmitir ao vivo as imagens de um acontecimento e passar a informação por meio de um celular. O sistema foi desenvolvido com exclusividade para a emissora. Com o celular, a possibilidade de flagrantes para a TV fica muito mais fácil.” A Band tem uma parceria com a TIM para uso de sua rede 3G e vem se utilizando do jornalismo móvel nos seus programas de telejornalismo.
A segunda iniciativa é a do jornal de Oklahoma, dos Estados Unidos, o NewsOK.com, que realiza as coberturas de tempestadas na região a partir de ferramentas de redes sociais e de livestreaming. Esta notícia chegou até mim via Reunião de Pauta do Salatiel, que escreveu no post: “A novidade é que os repórteres foram para a rua em viaturas equipadas com mini laptop, rede sem fio e câmera portátil. Com mais o software Mogulus, passaram a fazer o que antes era exclusivo das TVs: transmissão ao vivo.”

As rotinas jornalísticas contemporâneas incorporam estas novas formas de operar a relação potencializada do jornalismo e mobilidade em redes de televisão, emissoras de rádio, portais jornalísticos e também no jornalismo impresso, que mesmo impossibilitado do tempo real, usufrui destas ferramentas para agilizar a produção tendo em vista que o repórter em coberturas pode enviar do local o material de forma mais rápida. Antes do início deste século se falava deste jornalismo instantâneo de uma forma futurística. No livro de John Pavlik, de 2001, ele apontava claramente esta visão tendo em vista que não tínhamos ainda tecnologias disponíveis e nem redes banda larga para o exercício pleno do jornalismo móvel. Entretanto, a paisagem agora é outra. Multiplicam-se as experiências.

Cobertura móvel participativa no JC Online

Depois da cobertura experimental ao vivo da TV Cultura com o programa Roda Viva, que entrelaça num mesmo ambiente vídeos, fotos, microblog e transmissão simultânea, oJC Online estreiou ontem uma cobertura participativanos mesmos moldes para acompanhar o evento Oi Fashion Music. Com celulares 3G Nokia N95, câmeras digitais, notebooks e programas como Qik eCoverItLive os repórteres postavam fotos e textos, transmitiam videos ao vivo do evento e realizava enquetes com a participação do público. Cada vez mais o Sistema Jornal do Commercio caminha para coberturas integradas e o desenvolvimento de projetos de jornalismo móvel no Brasil. Leia alguns trechos da matéria sobre a cobertura do JC Online:

“Lá no teatro, uma verdadeira “micro-parafernalha” para que tudo funcionasse na experiência piloto. Três repórteres e um designer, munidos de laptop, câmeras fotográficas, celulares 3G e um notebook, foram deslocados para o local, de onde tudo pôde ser atualizado. No QG (que poderia ser em qualquer lugar onde estivesse rolando os desfiles ou nos bastidores), um dos repórteres recebia as informações e as disponibilizava, fazendo também a moderação dos comentários enviados pelas pessoas que estavam “assistindo” aos desfiles. A ferramenta possibilita ainda a postagem de enquetes em tempo real, ampliando a interatividade com o público. “

UPDATE 19h00 de 05/10: O portal JC Online também está fazendo cobertura das eleições 2008 com CoverItlive, Flickr e quatro câmeras geradas por celular no Qik.