Arquivo da categoria: ensino de jornalismo

Artigo na INTERCOM

Estarei durante esta semana no INTERCOM, em Natal. Na próxima sexta-feira à tarde estarei na mesa Jornalismo Digital (NP Jornalismo) apresentando o artigo “Jornalismo reconfigurado: tecnologias móveis e conexões sem fio na reportagem de campo” (baixe em PDF). Neste artigo discuto algumas questões da minha pesquisa de doutorado que analisa a relação jornalismo e mobilidade e as alterações a partir da introdução das tecnologias móveis de redes sem fio. Vou mostrar como estas tecnologias estão alterando as rotinas produtivas dos jornalistas e apresentar algumas experiências brasileiras de grupos de comunicação com jornalismo móvel, mais especificamente com o uso da tecnologia celular 3G.
Será a oportunidade de rever amigos da área de comunicação e discutir o estado da arte na área. Espero encontrar alguns dos leitores deste blog por lá para trocarmos idéias.
Tentarei atualizar alguma coisa por lá via blog ou www.twitter.com/fernandofirmino

Repórter Junino: jornalismo digital na prática

Na próxima quarta-feira, dia 21, às 9h30, no Departamento de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba – UEPB, em Campina Grande, será lançada a edição 2008 do projeto Repórter Junino [entra no ar oficialmente no dia do lançamento]. Este projeto, de cobertura do São João de Campina Grande em formato de jornalismo digital, foi idealizado e coordenado por mim e Agueda Cabral em 2005. Agora na sua quarta edição continua forte e firme sob à coordenação da professora Verônica Oliveira. Neste período de quatro anos mais de 400 alunos já passaram pelo Repórter Junino, numa média de 100 por ano.

A cobertura das festas juninas de Campina Grande, considerada a mais importante do país (ao lado de cidades como Caruaru, Aracaju, Patos, Mossoró), ocorre durante mais de 30 dias ininterruptos. A idéia é oferecer aos alunos durante o período uma prática que se aproxime ao máximo da realidade de uma redação de jornalismo digital normal. Logo, as atividades são divididas por pauteiros, repórteres, editores, alimentadores do site e exige-se dos alunos o cumprimento das pautas dentro do prazo estabelecido ou a postagem direta para que possam se familiarizar com o ritmo e o frenesi do jornalismo digital. Entrevistas, notícias, reporgens especiais multimídia e prestação de serviços fazem parte do menú do site. No próximo ano será publicado um livro relatando a experiência do projeto sob a perspectiva de alunos e professores envolvidos.

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ESTRUTURA E OFICINAS
O Projeto Repórter Junino é pensado durante todo o ano e lançado oficialmente no mês de maio, antecedendo o calendário oficial da festa. Antes de os alunos começarem as atividades de reportagem passam por um treinamento através de oficinas temáticas que abordam desde o texto jornalístico para web até o uso de recursos multimídias atrelados a composição das notícias. As atividades funcionam em duas redações simultâneas: uma na própria Faculdade de Comunicação, que além da redação tem o suporte de uma sala multimídia; e a outra no Parque do Povo (QG da festa).

CONTEXTO DA FESTA
A festa junina de Campina Grande adota o slogan “Maior São João do Mundo” e a justificativa está nos números. São mais de 400 quadrilhas juninas, mais de um milhãos de turistas, 30 dias de festa, mais de 400 atrações, trem do forró, salão do artesanato, comidas típicas, cenários cenográficos reconstituindo no mesmo tamanho e características a Campina Antiga (Cassino Eldorado, Igreja Matriz, Vila Nova da Rainha, Sítio São João). E o melhor de tudo: o friozinho da serra esquentado por uma cachaça de cana dos engenhos da região ou no aconchego das ilhas do forró ao som da sanfona, zabumba e triangulo com o tradicional forró pé-de-serra.

Abaixo um dos principais artistas da cidade, Biliu de Campina, no estilo Jackson do Pandeiro, e um comercial anunciando a festa:

Convergência midiática e jornalismo

Cafe com Prosa. Este é o nome do evento que ocorrerá, no próximo dia 24 de abril, às 19h, no auditório do ISBA – Faculdade Social da Bahia, em Salvador. O tema em discussão será “Convergência Midiática e Jornalismo” (amplie a imagem). Estarei presente nesta mesa discutindo o jornalismo e as convergências que ocorrem em em torno dos dispositivos de produção (o celular e as tecnologias móveis, em particular) e a convergência profissional no processo. Minha abordagem tem muito a ver com minha tese de doutorado refletida neste blog Jornalismo Móvel. Estarei participando ao lado dos colegas Marcelo Freire, jornalista e mestrando na UFBA; e Leila Nogueira, mestre pela UFBA. O evento está sendo organizado por Débora Lopez a partir do curso de Jornalismo da ISBA. Abaixo outras informações.
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Apresentação do evento

O surgimento de novas tecnologias possibilitou que as informações fossem transmitidas via áudio, vídeo, texto e fotografia. Esta é a chamada Convergência Midiática, que vai ser tema de debate no Café com Prosa do dia 24 de abril. Marcado para às 19h, o evento vai ser realizado no auditório do Colégio ISBA e é aberto ao público.
Para comandar o bate-papo com os estudantes e esclarecer sobre o surgimento destas novas mídias, da facilidade de transmitir dados e do crescimento na produção de informação, os convidados são os jornalistas e pesquisadores Fernando Firmino, Leila Nogueira e Marcelo Freire. O Café com Prosa é uma iniciativa do curso de Jornalismo da Faculdade Social.

Saiba mais sobre os palestrantes

Fernando Firmino é jornalista, radialista, professor titular do Departamento de Comunicação Social/Jornalismo da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e doutorando em Comunicação e Cultura Contemporâneas na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tem Mestrado em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Atualmente faz parte do Centro Internacional de Estudos e Pesquisa em Cibercultura no Grupo de Pesquisa em Cibercidades e no Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online – GJOL. Sua tese de doutorado, sob orientação do professor André Lemos, trata da relação entre jornalismo e tecnologias da mobilidade. Edita o blog HYPERLINK: http://jornalismomovel.blogspot.com/
Leila Nogueira também é jornalista e trabalhou sete anos na Rede Bahia, onde exerceu as funções de produtora, repórter e editora do Núcleo de Rede. É sócia-fundadora da SBPJor – Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo. Foi professora substituta no curso de Jornalismo da FACOM/UFBA de 2001 a 2003. Ensinou na Faculdade de Tecnologia e Ciências de Salvador de 2003 a 2007. Atualmente, integra o corpo docente do Centro Universitário da Bahia – FIB, onde é responsável pelas disciplinas do Laboratório de Telejornalismo e pela TV FIB. Mestre em Comunicação pela UFBA, sua dissertação de mestrado, defendida em 2005, teve como tema o Webjornalismo Audiovisual e ganhou o Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo, em Porto Alegre, em 2006.
…Formado em 2006, Marcelo Freire cursa o mestrado em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia. Editor responsável pelos sites do Jornal da Manhã e do Bahia Meio-Dia da TV Bahia e do portal iBahia da Rede Bahia. Atualmente é professor da área de jornalismo digital no Centro Universitário da Bahia – FIB, onde edita o webjornal laboratório Educação em Pauta. Integra o Grupo de Estudos em Jornalismo On Line (GJOL), na UFBA. Escreve dissertação de mestrado sobre narrativas jornalísticas para a internet, dando prosseguimento à sua pesquisa de graduação.
Fonte ISBA

Micromínima no Ciber.Comunica 3.0

No próximo dia 15 de maio estarei participando do Ciber.Comunica 3.0, nas Faculdades Jorge Amado, em Salvador, discutindo jornalismo e mobilidade. Serão três dias de programação abordando comunicação sem fio. Na oportunidade será lançada a primeira edição do Festival MicroMínima. Veja abaixo mais detalhes das discussões:
“Nos dias 13, 14 e 15 de maio será realizada a terceira edição do Ciber.Comunica 3.0, evento que tem como objetivo discutir a comunicação associada às tecnologias contemporâneas. Nessa edição, a discussão do Ciber.Comunica girará em torno da Comunicação Sem Fio, envolvendo os cursos de Jornalismo, Rádio e TV, Publicidade e Propaganda, Redes de Computadores e Sistemas de Informação.

O evento é uma iniciativa da coordenação dos cursos de Comunicação Social da Jorge Amado, em parceria com o Atelier de Comunicação e Cultura (GERCOM), o Centro Internacional de Pesquisa em Cibercultura da Facom/UFBA e o Centro de Excelência da Informação (CEI / A Tarde).
Apesar do tema atualíssimo, o Ciber.Comunica continua com os mesmos moldes. É o que garante o seu coordenador geral, o professor mestre Claudio Manoel Duarte. “O que motiva o Ciber.Comunica é o acompanhamento dos uso das tecnologias nas variadas formas de comunicar”, justifica o professor.
O evento já tem alguns nomes confirmados. A palestra de abertura fica por conta do publicitário e mestrando Adelino Mont’Alverne, que fala sobre Comunicação, tecnologia móvel e publicidade. A palestra da professora Karla Brunet traz o tema Arte, tecnologia móvel e apropriação para o centro do debate, no dia 14, às 9h30. No dia seguinte, às 19h, o professor Fernando Firmino da Silva fala sobre Jornalismo e mobilidade.

Festiva MicroMínima

Também já foi confirmada no Ciber.Comunica 3.0 a realização da primeira edição do Festival MicroMínima, que irá premiar os melhores filmes produzidos através de celular. Os trabalhos foram produzidos durante a disciplina Novas Midias, ministrada pelos professores Macello Medeiros e Claudio Manoel nos cursos de Jornalismo e Publicidade.Os interessados em participar devem apenas contribuir, no ato da inscrição, com um quilo de alimento não-perecível, a ser entregue na sala do Núcleo de Ação Social da Jorge Amado, que fica localizada no Prédio I, Nível 9. Os alimentos arrecadados serão distribuídos a uma das entidades filantrópicas apoiadas em projetos sociais da instituição, a ser definida por sorteio. O participante terá direito a certificado.”

Celular: uma ferramenta do jornalista

Jeff Jarvis, no The Guardian, publicou um artigo em que descreve sua experiência na cobertura do Fórum Econômico de Davos como repórter do projeto de Jornalismo Móvel da Reuters. Com um Nokia N82, postou fotos e vídeos e narrativas multimídias. Para Jarvis, o cellphone é a nova ferramenta para a prática jornalística por permitir mais flexibilidade, mais mobilidade e agilidade no processo de produção jornalística no campo: “All journalists, in print and broadcast, whether desk-bound or mobile, should be equipped as mojos [mobile journalists]. The N82 can upload or broadcast while mobile and can be used to send photos to Flickr and tweets to Twitter”.

Veja vídeos produzidos durante a experiência na Reuters e leia trechos do artigo abaixo:

“We already know that camera-phones in the hands of witnesses have been changing news. There is no better illustration of this, so far, than the 7/7 bombings. However, these tiny devices may well change the job of the journalist in ways more radical than even I could ever have imagined.At last month’s World Economic Forum meeting in Davos, I begged my way into a Reuters’ mojo (mobile journalist) project and was one of a score of delegates and reporters to get a Nokia N82 mojo phone. Reuters picked the phone because it has a high-quality camera and operates at high speed. For their own journalists, they kit it out with a wireless keyboard, a tiny tripod, a solar battery and a decent microphone, together with software that enables reporters to organise and publish text, photos, and video on to blogs.”

As tecnologias móveis digitais [celulares, smartphones, por exemplo] estão realmente apontando para transformações no dia-a-dia dos jornalistas no seu trabalho de reportagem. Em situações de cobertura de assuntos mais delicados como acidentes, reportagens de campo o uso destes dispositivos oferecem novas condições técnicas para uma cobertura móvel. Tempo real, instantaneidade, mobilidade e ubiquidade caracterizam bem estes desdobramentos do jornalismo atual. Com a banda larga da tecnologia 3G dos celulares as possibilidades se alargam para limites ainda não bem definidos. Entretanto, a experiência da Reuters com o jornalismo móvel já sinaliza que, de fato, o celular se tornou uma plataforma de produção jornalística. Produção e difusão de conteúdo convergem para este pequeno e poderoso aparelho.