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Mobile web – crescimento exponencial

O blog do GJOL, via Marcos Palacios, traz hoje um post sobre a previsão de um boom na mobile web até 2012. A notícia publicada na BBC revela que estudo da Intel prevê pelo menos 1,2 bilhões de dispositivos móveis com acesso à internet até 2012. Pelo menos três pontos são importantes salientar nesta rápida evolução da tecnologia móvel: 1.Desenvolvimento de interfaces mais amigáveis para aparelhos tão pequenos (exemplo: iPhone e seguidores); 2.Aplicativos cada vez mais sofisticados que se aproximam muito dos recursos dos desktops; 3. As conexões em expansão embutidas nos aparelhos: 3G, WiFi, WiMax, Blutooth.

As inúmeras pesquisas em andamento em torno de mídias locativas, jornalismo móvel, internet móvel, Flash Mobs, Smart Mobs e jornalismo cidadão móvel buscam entender este fenômeno de multiplas faces com impacto em diversos ambientes sócio-econômico-cultural e tecnológico. No meu campo mais específico de atuação, o jornalismo e o uso de tecnologias móveis e conexões sem fio, tenho mapeado algumas experiências e iniciativas e percebo que os dispositivos móveis se transformaram em uma nova plataforma tanto para produção quanto para difusão de conteúdo dentro do ambiente de convergência em andamento. Uma boa parte dos portais de notícias já oferecem conteúdos específicos para celular ou estão utilizando estas ferramentas como plataformas de produção jornalística. Até 2012 este cenário deve se sofisticar ainda mais e haverá, possivelmente, um boom também de pesquisas para acercar com mais claridade o fenômeno das tecnologias móveis e da mobilidade (ubiquidade, portabilidade) presentes no contexto em discussão.

Internet móvel

No dia 16 de junho acontecerá, em São Paulo, o evento “Internet móvel – as oportunidades de negócios com a Web na palma da mão”. O evento será promovido pela revista info. Entre os temas em discussão: o 3G, aplicativos no celular, bancos no celular, WiMAX x 3G, Android e
iPhone como plataformas. Acesse www.info.abril.com.br/seminariosinfo

Mobile web – interfaces, tarifas e perspectivas….

O blog do GJOL e da Gabriela Zago abordam o excelente artigo do Mark Gleiser, do MediaShift (Your Guide to the Mobile Web). Este artigo considero complementar à última postagem deste blog que aponta o crescimento do uso da web em dispositivos móveis, principalmente no iPhone. O comentário da Gabriela é bem pertinente sobre a ainda necessidade de se adaptar o conteúdo para celulares e smartphones que não possuem a interface moderna e eficiente do aparelho da Apple. Em artigo que escrevi recentemente (ainda não publicado) exploro a questão das interfaces dos dispositivos móveis ainda como um obstáculo para o desenvolvimento do jornalismo móvel. O iPhone ajuda na navegação, mas como nem todos os aparelhos apresentam a mesma funcionalidade o uso de imagem em zoom, por exemplo, é um problema. Outro implicação associada ao uso de imagens e vídeos é a banda estreita que perdura ainda nos celulares digitais de segunda geração, o que deve ser solucionado com a banda larga 3G do celular. Mas como a maioria de celulares e smartphones não são touch screen e nem têm zoom (como no iPhone) há necessidade de se desenvolver formatos de páginas em padrões especificos para mobile web para facilitar a leitura.
Atualmente dos meus acessos diários à rede, aproximadamente 60% são realizados através de mobile web (via smartphone). Os grandes sites jornalísticos como Estadão, O Globo, Folha Online, New York Times estão em formato wap ou mobi. Mas a maioria dos sites da rede permanece com sua versão original para navegação em desktop. Quem não possui planos de dados não compensa navegar pela web através de celulares. E mesmo para os que têm planos ainda enfrentam o alto custo da tarifação das operadoras de telefonia brasileiras. É um absurdo!

Internet móvel vai se consolidando….

Esta semana o Google anunciou que o acesso a web através de dispositivos móveis aumentou de forma acelerada. A Internet móvel está se consolidando e as pessoas começam a navegar pela web com mais frequência. Smartphones e o lançamento do iPhone contribuiram para esta nova curva de crescimento. Reuters (Google sees surge in Web use on mobile phones) e Estadão (Google vê aumento no uso da web em celulares) destacam a notícia do Google.

“O Google viu uma aceleração do uso da internet entre os usuários de celulares nos últimos meses, desde que a empresa lançou serviços móveis mais rápidos para modelos específicos de celulares. Indicações iniciais de acentuada elevação do uso da internet em celulares, e não apenas em computadores, começaram a emergir de serviços que o Google vem oferecendo nos últimos meses aos celulares Blackberry, aparelhos multimídia da Nokia e ao iPhone, da Apple, anunciou a maior empresa de buscas na web.
A crescente disponibilidade de planos a preço fixo de transmissão de dados, de parte das operadoras de telefonia móvel, em lugar das tarifas por minuto que anteriormente desencorajavam o uso da Internet, bem como a melhora dos browsers disponíveis em celulares e a oferta de serviços otimizados por empresas como o Google, vêm estimulando o crescimento, argumentou Waddell.”

You Tube móvel e tarifas fixas

Notícia da info Online me chama a atenção “Versão móvel do YouTube estréia no Brasil“. Primeiro pelo lado positivo da disponibilidade de vídeos do YouTube para celulares. Uma ótima notícia para quem acessa conteúdo da web por dispositivos móveis. Entretanto, o lado negativo e que me chamou mais a atenção é o fato de que a TIM, que estabeleceu a parceria com a Google, vai cobrar R$ 1,50 por cada megabits navegado independente do cliente ter plano de dados ou não. Aí eu pergunto: isto não seria uma extorsão? Se o cliente da operadora tem um plano de dados por que a navegação não é abatida deste plano? Afinal de contas navegar por vídeos do You Tube é trafegar por dados. Não faz sentido uma cobrança à parte. A política das empresas de telefonia ainda é inadequada para os clintes de mobile internet. Os planos de dados são caríssimos no Brasil e ainda tem-se este tipo de estratégia que em vez de agregar um novo serviço para atrair mais adesões se desistimula o setor. Leia a notícia abaixo:

“O YouTube para celulares é fruto de uma parceria entre a TIM e o Google, em que as duas empresas se comprometem, juntas, a desenvolver aplicações móveis.
Em breve, os celulares da TIM irão trazer buscadores, segundo o presidente do Google, Alexandre Hohagen. “Estamos numa segunda onda, na qual nosso objetivo é ampliar nossa oferta para dispositivos móveis”, disse.
O serviço já está disponível para clientes da TIM de planos pré e pós-pagos. Para acessá-lo, é preciso entrar no portal TIM WAP e clicar no ícone do YouTube – não é necessário fazer download. Na página, em português, são indicados os vídeos mais acessados e há uma ferramenta de busca de vídeos.
A partir do momento em que clica em um vídeo, que é exibido por streaming, o cliente paga R$ 1,50 por megabyte trafegado. Esta tarifa não poderá ser debitada do pacote de dados do cliente, será cobrada à parte. “Para assistir a um vídeo de 1 minuto, o cliente gasta cerca de R$ 1, mais impostos”, calcula Marco Lopes, diretor de Marketing da TIM. Segundo ele, o YouTube móvel foi testado e homologado em 40 aparelhos do portfólio da TIM.
A parceria entre Google e TIM não é exclusiva. “Podemos trabalhar também com outras operadoras brasileiras”, disse Hohagen.