Arquivo da categoria: jornalismo móvel

Chamadas de trabalhos da revista Âncora sobre mobilidade, acessibilidade e multiplataformas

 

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[CALL FOR PAPERS] A Revista Latino-americana de Jornalismo – ÂNCORA vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Jornalismo – Mestrado profissional da Universidade Federal da Paraíba – UFPB realiza chamada de trabalhos acadêmicos para as próximas três edições (2016 e 2017) tendo como TEMA reflexões sobre JORNALISMO em ambientes MULTIPLATAFORMA.

Abaixo segue a descrição dos três eixos temáticos:

►Chamada de Artigos, Volume 3, Número 1 (2016)

EIXO TEMÁTICO: Conceitos e experiências de Jornalismo Multiplataforma

A Revista ÂNCORA | Vol 3 – Nº 1 acolhe reflexões teóricas e experiências teórico-aplicadas que tenham como foco de estudo as dinâmicas processuais relacionadas com a convergência jornalística e convergência das mídias; reflexões sobre as práticas jornalísticas em ambientes multiplataforma; dilemas conceituais sobre Jornalismo Multiplataforma; processos de hibridização notícia e a discussão sobre as reconfigurações de modelos jornalísticos, matrizes tecnológicas, incorporadas aos processos e rotinas de produção da notícia. Editor Professor Dr. Pedro Nunes Filho – PPJ-UFPB. Envio de artigos em regime de fluxo contínuo. Serão encaminhados para esta edição de janeiro a junho de 2016 os artigos recebidos até o final de janeiro de 2016.

Contatos | Envio de artigos: revistaancoraufpb@gmail.com

► Chamada de Artigos, Volume 3, Número 2 (2016)

EIXO TEMÁTICO: Mobilidades no Jornalismo

A Revista ÂNCORA | Vol 3 – Nº 2 recebe trabalhos reflexivos e experiências práticas sobre o jornalismo móvel e o jornalismo digital e seu mais recente desenvolvimento, a partir da incorporação de dispositivos móveis, assim como aplicativos voltados ao aprimoramento do trabalho do jornalista em ambientes marcados pela mobilidade. Agrega a reflexão acerca da interação máquina/sujeitos/humanos, e a absorção dos drones e robôs ao trabalho do jornalista; Além de contribuições sobre produções de conteúdos jornalísticos para dispositivos móveis (tablets, smatphones, relógios inteligentes) e de experiências que envolvam mobilidades redes sociais digitais. Editor convidado Professor Dr. Fernando Firmino da Silva – UEPB – PPJ-UFPB. Envio de artigos em regime de fluxo contínuo. Serão encaminhados para esta edição de julho a dezembro de 2016 os artigos recebidos até o final de março de 2016.

Contatos | Envio de artigos: revistaancoraufpb@gmail.com

► Chamada de Artigos, Volume 4, Número 1 (2017)

EIXO TEMÁTICO: Jornalismo e Acessibilidade em Ambientes Multiplataforma

A Revista ÂNCORA | Vol 4 – Nº 1 recebe artigos que privilegiem as discussões sobre o Jornalismo na era tecnológico-informacional destacando as possibilidades de produção e distribuição de conteúdos acessíveis, a fim de atender-se aos marcos legais, a exemplo da Lei Brasileira de Inclusão e o Relatório Global da Unesco (2014), que objetivam incorporar aos modelos de consumo de informação jornalística, novas audiências ainda excluídas e invisíveis por parte das mídias comerciais. Recebe ainda estudos teórico-aplicados sobre jornalismo acessível em ambientes multiplataforma. Editora Convidada Professora Joana Belarmino de Sousa – PPJ-UFPB. Envio de artigos em regime de fluxo contínuo. Serão encaminhados para esta edição de janeiro a junho de 2017 os artigos recebidos até o final de setembro de 2016.

Contatos | Envio de artigos: revistaancoraufpb@gmail.com

Informações e normas para submissão http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/ancora/announcement/view/283

Lugares da Sociabilidade

Lugares da Sociabilidade. I Seminário dos Grupos de Pesquisa em Cibercidades (GPC) e
em Interações, Tecnologias Digitais e Sociedade (GITS)
Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas – UFBA

Palestra de abertura (Keynote Speaker). Prof. Dr. Vinicius Neto (UFF) – “Prática, Comunicação e Espaço. Uma reflexão sobre a materialidade das estruturas sociais”.

Coordenação – André Lemos (GPC) e José Carlos Ribeiro (GITS).

Objetivo: promover um espaço de discussão sobre os diversos temas relacionados às pesquisas efetuadas pelos discentes da linha cibercultura do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Culturas Contemporâneas da UFBA, vinculados ao Grupo de Pesquisa em Cibercidades – GPC e ao Grupo de Pesquisa em Interações, Tecnologias Digitais e Sociedade – GITS. Os temas a serem abordados agrupam-se em mesas temáticas sobre: Cartografia colaborativa; Game Studies; Dispositivos Móveis e Redes Sociais; Jornalismo Móvel e Mídia Locativa; Interação e Redes Sociais; e Dispositivos Móveis e Jornalismo Digital.

Vejam programa e detalhes no blog do GPC

Sociedade em Rede Morta: análise da banda larga 3G no Brasil

O Brasil alcançou em junho deste ano, segundo dados da Anatel, mais de 185 milhões de celulares habilitados. Estamos muito, muito próximos da densidade de um celular por habitante no país, o que poderá ocorrer até o final do ano ou início de 2011. Isto significa, em teoria, uma sociedade inteira conectada. Entretanto, na prática, quando os dados são partilhados, detalhados, analisados verificamos que a realidade é outra, apesar da potencialização que a telefonia móvel promoveu no sentido de práticas social, comunicacional, cultural e econômica.

A análise que farei aqui levará em conta as possibilidade de inclusão digital móvel que o celular poderia permitir à população dentro da perspectiva do que Castells et al (2006) denomina de “Sociedade em Rede Móvel” no livro Comunicación Móvil y Sociedad. Numa abordagem qualitativa dos dados quantitativos da Anatel tem-se o seguinte: dos 185 milhões de celulares ativos, 82,32% (152.394.841) estão na modalidade pré-pago, enquanto apenas 17,68 (32.740.133) são pós-pago.


Considerando os preços extorsivos das operadoras de telefonia do país fica claro que esses 82,32% estão fora do acesso à internet móvel, ao compartilhamento de conteúdos pela rede e outras condições através da tecnologia 3G via planos de dados. Para esse público o consumo de apenas 1 MB (megabyte de dados) custaria R$15,73 (veja imagem acima do Plano pré-pago de dados da operadora TIM, que é similar aos das demais operadoras). Para muitos cidadãos esses 15 reais significa uma recarga de crédito para duração de todo o mês para o uso de voz para falar com familiares, amigos e outras finalidades. E para os que se arriscam, por curiosidade, baixar um vídeo de 2 minutos de duração em MP4 já consume 1 MB, conforme tabela da Vivo de volumetria (abaixo) da média de consumo representado por determinadas atividades de internet móvel.


O cenário pode piorar ainda mais. Algumas operadoras, além do péssimo serviço de banda larga (mais furiosas que velozes) com buracos negros no mapa até dentro das grandes cidades, agora decidiram cobrar por hora pela Internet 3G, como a TIM, por exemplo. Portanto, é necessário rever a política de telefonia móvel do país encarando-a como um bem essencial para a cultura, educação, comunicação e economia do país. Neste sentido, numa nova Constituição, a conectividade da população deve aparecer como prioridade, como um direito universal e obrigatório com metas claras de atingir 100%.

Neste caso estamos falando de uma transição quantitativa (números de aparelhos habilitados) para uma qualitativa (acesso à banda larga mesmo, planos de dados compatíveis com a realidade e diminuição dos impostos dos portáteis para aquisição de aparelhos navegáveis tipo smartphones). Temos que fazer uma contraposição à finalidade que se estabeleceu no país em torno das operadoras que nos parece estar saindo, em termos de prática abusiva, da esfera do Código de Defesa do Consumidor para a Esfera do Código Penal Brasileiro no sentido de estorsão dos clientes. Afinal de contas, a cobrança dessas tarifas não deixa de ser também uma violência contra a população e seu direito ao acesso à internet móvel.

Tecnologias móveis para produção jornalística

Os repórteres, principalmente dos jornais diários, vivem sob a pressão de ter que voltar para a redação para finalizar a matéria. Em algumas situações enquanto os fatos ainda estão se desenvolvendo e, portanto, com riscos de se perder alguma informação ou imagem fundamental para complementar o relato. Tudo isto se deve a questão da pressão do deadline. Com o avanço do desenvolvimento de tecnologias móveis digitais sofisticadas em termos de processamento e de recursos disponíveis em dispositivos como iPhone,Nokia ou notebooks passamos a ter uma estrutura, complementada por tecnologia 3G, que permite ao repórter continuar em campo. É o jornalismo em mobilidade.

Considerando essa estrutura móvel de produção e ainda as redações integradas dentro de um ambiente de convergência, potencializasse a capacidade da apuração, edição e transmissão da notícia (texto ou multimídia) diretamente do local. Neste sentido, o que se tem é um deadline contínuo com o envio de parcias da produção porque o repórter em alguns grupos de comunicação trabalham não mais para um meio específico, mas para multiplataformas. Portanto, isto vai envolver um conhecimento de várias plataformas midiáticas e uma capacidade de produzir conteúdos distintos para distribuição por esses meios diversos.
Desenha-se, assim, um novo perfil de profissional, uma forma de organização das empresas mais convergentes e uma relação mais próxima com a audiência.

Mas como aglutinar ou compatibilizar os interesses múltiplos decorrentes dessa estrutura da empresa de comunicação, dos jornalistas e da audiência???????
Essa produção multiplataforma me parece claro que favore a construção de produtos jornalísticos mais consistentes com desdobramentos de uma história por vários meios (rádio, tv, jornal, internet, celular, tablets) e de forma complementar, de maneira que o público final possa estar, como nunca, informado com um conjunto mais completo de dados.

A questão está no como proceder para a transição para esse modelo que permita que os repórteres não fiquem apenas com acúmulo de múltiplas funções sem um exercício pleno de sua capacidade de pensar, de observar, de produzir com qualidade. O simples fato de disponibilizar de tecnologias móveis e conexões sem fio não significa produção da notícia com qualidade. Mas quando isto é acompanhado de planejamento e estratégias certamente teremos a potencialização da construção da notícia em campo ou até mesmo de transmissões ao vivo oferecido pelo repórter em mobilidade que possa beneficiar a audiência.

O cenário aberto para o jornalismo móvel parece inevitável dentro das empresas jornalísticas diante das multiplataformas e da reestruturação das redações. Algumas experiências já estão em andamento. Compreender esse desenvolvimento é um ponto importante para vislumbrar os modelos, os formatos de notícias e como as rotinas produtivas são afetadas. Para refletir deixo três textos que remetem à questão do uso de tecnologias móveis no jornalismo. Um que trata sobre iPhone para captura, edição e transmissão de videos por repórteres da redação do VC Star; outro sobre como a tecnologia móvel afeta a cobertura local; e por último jornalismo móvel – uma nova tendência nas reportagens.

Abaixo um vídeo de um dos programas de edição de vídeo para iPhone ReelDirector, que pode ser utilizado em campo para a edição de reportagens para televisão ou portais.