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Edição da revista Ícone discute jornalismo no início do século XXI

Acaba de ser publicada a mais recente edição da revista Ícone, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE. O núcleo temático do número é “Jornalismo no início do século XXI”. Participei com o artigo “Mobilidade convergente – Abordagem sobre a prática e os estudos do jornalismo móvel”. Abaixo sumário completo com todos os artigos.

Revista Ícone
Vol. 11, No 2 (2009)

Sumário

Editorial
Jornalismo no início do século XXI
Editores da Ícone

Núcleo Temático

Claves para la reforestación de los medios
Bella Palomo

Webjornalismo Participativo, a Cauda Longa e o Movimento Pro-Am: Sinais da Des-re-territorialização no Jornalismo Digital?
Vivian de Carvalho Belochio

Mobilidade convergente: Abordagem sobre a prática e os estudos do jornalismo móvel
Fernando Firmino da Silva
O futuro do presente: os desafios da infografia jornalística
Tattiana Teixeira

Reflexões teóricas sobre a prática jornalística: três conceitos
Vinicius Neder
A reconfiguração do jornalismo na primeira década do século XXI
Demétrio de Azeredo Soster

Artigos
Epistemologia e novo habitus (o caso como conhecimento social e individual)
Jairo Ferreira

O arquivo fotográfico e o indivíduo moderno
Camila Leite Araujo, Silas de Paula

O corpo-pleno da imagem: fotografia, analogia e desejo
Paulo Carvalho

Torture Porn: estética do gozo e exercício perverso no cinema
Frederico Antonio Feitoza

As pesquisas sobre cinema nos cursos de Pós-Graduação em Comunicação do Brasil
José Bruno Lima

Perceber e ser percebido: a cultura da aparência nas músicas de João do Morro
Rúbia Ribeiro Lóssio

Rádios livres e a luta pela democratização da comunicação: o caso da Diversidade FM tendo o cotidiano como fio condutor
Fabiano Pereira Silva

Rádio comunitário como estratégia de comunicação para o desenvolvimento local
Washington Lourenço Gurgel

Do Cyberpunk ao Universo POP: a moda dos anos 1980 no universo da Cibercultura.
Neliffer Horny Salvatierra

A folksonomia do YouTube
Lúcio Siqueira Amaral Filho

A tragédia do voo 447 da Air France na Revista Época: uma leitura semiológica
Roberto José Ramos

Lançamento do livro Metamorfoses Jornalisticas 2


[Replico do Blog do Dê, o post abaixo]

“A quem interessar possa: o primeiro lançamento do livro Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), organizado por mim e por Fernando Firmino da Silva, será realizado às 18h30 do dia 14 de novembro de 2009, um sábado, na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. O livro também será lançado no III Simpósio Nacional ABCiber, de 16 a 18 de novembro, e no 7º Encontro da SBPjor, de 25 a 27 de novembro.

Em linhas gerais, Metamorfoses jornalísticas 2: a reconfiguração da forma busca compreender não apenas o momento evolutivo em que nos encontramos, mas, principalmente, as formas e processos que se instauram a partir do cenário de profunda imersão tecnológica em que o jornalismo se encontra.

Trata-se de uma espécie de mapa por meio do qual busca-se sistematizar não apenas as mudanças que se observam nos dispositivos midiáticos-comunicacionais quando se estruturam em rede em uma escala de dimensões planetárias, mas, também, no que tange às novas formas de se exercer e estruturar o jornalismo.

O livro é composto pelos seguintes autores-pesquisadores: Alex Primo (apresentação), Lia Seixas, Raquel Recuero, Cláudio Paiva, Carlos D’Andrea, Fernando Firmino da Silva (org.), Antônio Fausto Neto, Demétrio de Azeredo Soster (org.), Jairo Ferreira, Fabiana Piccinin, Águeda Miranda Cabral, Adriana Alves Rodrigues, José Afonso Júnior, Nelia Del Bianco e Jair Giacominni.”

As várias variáveis do Twitter


O jornalismo passa por diversas discussões na atualidade no âmbito do seu modelo de negócios, da relação com a audiência, das grades curriculares dos cursos, da formação profissional. O background desta discussão decorre da emergência das tecnologias digitais, do processo de convergência e da comunicação móvel. Alguns visualizam como uma crise, outros como novas oportunidades. O importante a observar é que, de fato, há mudanças significativas na prática jornalística associadas a fenômenos emergentes impactando o modo de fazer, o modo de consumir e o modo de compartilhar notícias (nos seus diversos formatos). Qualquer que seja o ângulo identificaremos tensões no campo do jornalismo e na indústria do entretenimento.

Os microblogs, essencialmente o Twitter, têm sido um dos desencadeadores destas reconfigurações. Como o jornalismo está se adaptando e explorando estas potencialidades? Como fica a relação com a fonte quando esta lança primeiro no Twitter as informações exclusivas? É perceptível a adoção rápida desta ferramenta nos mais diversos segmentos (políticos, artistas, acadêmicos, esportistas, mídia….) e isto transforma as relações não somente entre o público, mas também com a mídia. Técnicos e dirigentes de times de futebol anunciam as informações de impacto dos seus clubes no Twitter; políticos disparam no microblog as notícias parlamentares e de votações relevantes; os usuários divulgam suas críticas positivas ou negativas de filmes e outros serviços no Twitter. Enfim, há uma infinidade de usos que transforma esta ferramenta numa poderosa rede social (e móvel) que faz circular instantaneamente um conjunto de dados que abre possibilidades de utilização inimaginável para o jornalismo, para as empresas e paraos usuários.

A influência do microblog pode ser medida por dois textos publicados esta semana: Estúdios tentam amenizar efeito do Twitter sobre bilheterias e Twitter pressiona uma mudança no foco da atividade jornalística. Ou seja: já é possível falar em mudanças nos dois setores que mais reclamam do “estrago” causado pelas mídias digitais: a indústria do entretenimento, que tenta brecar o download de músicas e filmes, mas não apresenta modelos alternativos; e do jornalismo, que atrela a crise dos jornais às novas formas de consumo de notícias.
Sem sombra de dúvidas estamos diante de um cenário que se tornou um campo fértil para pesquisas acadêmicas. E estas aumentam consideravelmente em todos os níveis: graduação, mestrado, doutorado permitindo observações as mais variadas. No livro “Blogs.com – estudos sobre blogs e comunicação” (organizado por @adriamaral, @raquelrecuero e @sandramontardo) escrevi o artigo Moblogs e Microblogs: Jornalismo e Mobilidade em que enquadrava este fenômeno do Twitter a partir da pespectiva da comunicação móvel à medida que possibilita uma atualização ou visualização através de dispositivos móveis amplificando o poder da rede e sua incorporação na rotina jornalística. A ampliação desta discussão poderá ser encontrada em breve no livro “Metamorfose jornalística 2: a reconfiguração da forma”, que organizei com o amigo @dsoster, e será publicado no final do ano com a análise destas mudanças no jornalismo a partir de diversas perspectivas de análise.

Portanto, torna-se imprenscindível novos olhares sobre a superfície do jornalismo para endereçar questões de pesquisa que possam problematizar os fenômenos que orbitam em torno destas discussões.

Notícia excelente: Prêmio Intercom 2008

Hoje recebi uma excelente notícia  (confesso que até inesperada). Fui o vencedor do Prêmio Freitas Nobre/Intercom 2008 na categoria Doutorado com o trabalho “”Jornalismo reconfigurado: tecnologias móveis e conexões sem fio na reportagem de campo”. Este ano foram enviados 1.041 trabalhos científicos para o 31o Congresso Nacional da Intercom e selecionados 59 finalistas para os prêmios nas categorias Iniciação Científica, Especialização, Mestrado e Doutorado de instituições de ensino de várias partes do país. O resultado foi divulgado hoje pela Intercom. Mais um incentivo para minha pesquisa de doutorado sobre jornalismo e mobilidade. 

Estes foram os primeiros colocados em cada categoria e seus respectivos trabalhos premiados:

  • Iniciação Científica (Frederico Jorge Tavares de Oliveira, Rosa Maria Luiza de Melo Rocha, da ESPM-SP, com o trabalho “Comunicação no metrô de SP: as construções narrativas da publi(cidade)”)
  • Especialização (André Farias Zielonka, Mônica Kaseker, da PUC-PR, com o trabalho “A busca de um novo sentido para o ver e o ouvir na construção audiofotográfica”)
  • Mestrado (Alessandra Oliveira Araújo, da UFC, com o trabalho “Rádio-Escola como uma experiência de Comunicação Educativa”)
  • Doutorado (Fernando Firmino da Silva, da UFBA/UEPB, com o trabalho “Jornalismo reconfigurado: tecnologias móveis e conexões sem fio na reportagem de campo”)