Arquivo da categoria: live streaming

Mogulus anuncia o lançamento do Procaster para transmissões ao vivo


O Mogulus anunciou esta semana a disponibilização do aplicativo gratuito Procaster que trabalha de forma integrada à plataforma Mogulus para transmissões ao vivo. A diferença é que a ferramenta transmite de várias fontes: da webcam, da tela do computador e do videogame. Depois de instalado no seu computador com sistema Windows, você escolhe a fonte da transmissão (video, screen, game) e começa a transmitir com um simples toque no icone Go Live.  Além disso é possível compartilhar ou interagir a transmissão através de chats, twitter e inserção no blog ou site com o embed ou link para o endereço Mogulus do ao vivo. É possível definir algumas preferências de performance como a qualidade do vídeo (baixo, normal, alta, HD e customizada) e também é possível alterar outras configurações. Veja um video demonstrativo de sua funcionalidade.
Nos testes preliminares que realizei funcionou e de forma prática. Vou mexer mais um pouco para verificar com mais precisão os pontos fortes e fracos. De qualquer forma é um aplicativo para desktop. 

TV Cultura: na programação, microblogs e transmissão integrada para a Web

Tiago Doria traz um interessante post sobre a transmissão do Roda Viva da TV Cultura que  mistura vídeo, microblogs e transmissão em streaming. Com TwitterMogulus e Cover It Live e a participação ativa do público a TV Cultura é um dos poucos canais de televisão no Brasil a entender para onde caminha as mídias. A integração destes ferramentas estão proporcionando novas potencialidades para coberturas ao vivo. A TV Cultura já vinha experimentando o Twitter.
Em novembro estarei na Metodista de São Paulo apresentando na SBPJor um paper que trata desta interface entre as mídias de massa e as mídias de funções pós-massivas com os novos dispositivos de comunicação que permitem transmissões instantâneas em streaming ou textuais via celular ou outro portátil .  O artigo se chama “Jornalismo live streaming: tempo real, mobilidade e espaço urbano“.  Algumas questões que coloco no artigo são: como estas novas ferramentas estão sendo incorporadas ao jornalismo? Que alterações trará para a produção e difusão de conteúdo jornalístico? Como o cidadão participa deste processo? Que aberturas podem ocorrer com as transmissões no suporte web móvel? Haverá uma competição entre o “ao vivo” da televisão e rádio com o “tempo real” da internet e de dispositivos móveis ou uma reorintação da produção jornalística que compatibilize as diversas aplicações em multi-plataformas? 
Na programação das mesas temáticas da SBPJor também há outros artigos que abordam o Twitter como ferramenta jornalística a exemplo do de Gabriela Zago intitulado o Twitter como suporte para produção e difusão de conteúdo jornalístico; e também o Marcelo Träsel com o artigo O uso de microblog como ferramenta de interação da imprensa televisiva com o público. Será um debate bem instigante tendo em vista o interesse cada vez mais crescente pela temática dos microblogs e das transmissões através destas ferramentas. 
Veja abaixo a descrição da experiência de ontem da TV Cultura por Tiago Dória: 
“Na noite desta segunda-feira, acompanhei a primeira “transmissão experimental participativa” do programa Roda Viva feita pela TV Cultura. A transmissão que, antes era realizada com o auxílio do Twitter, contou desta vez com o uso de uma câmera que mostrava os bastidores do programa ao vivo pela internet.

Você acompanhava o Roda Viva ao vivo pela TV e, ao mesmo tempo, durante o programa ou os intervalos, podia conferir na web uma câmera que mostrava os bastidores. Programa ao vivo na TV. Bastidores ao vivo na web.

Para entender como tudo funcionou entre nesta página. O esquema foi parecido com a integração que a Multishow fez com o Twitter durante a transmissão do Prêmio Multishow.

Em uma página, você assistia à transmissão ao vivo pelo site e acompanhava na mesma tela os comentários feitos por usuários do Twitter sobre o programa no box “Roda Viva no Twitter”.

O uso do box foi um avanço em relação à integração anterior que a TV Cultura fazia com o Twitter. Permitiu que uma pessoa que não tivesse a ferramenta ou nem soubesse o que era o Twitter pudesse acompanhar as mensagens/comentários. Fora isso, fotos eram publicadas direto dos estúdios no box “Fotos dos bastidores” e a cobertura do programa seguia no box “Live blog”.”

Ao vivo do celular

Live From Your Phone – Broadcasting video direct your cell“. Este é o título da matéria jornalística de Brian Braiker da Newsweek relatando que na semana passada políticos no Congresso americano foram surpreendidos com transmissão ao vivo do local quando já havia sido encerrada a sessão oficial para entrada no recesso de verão. Não havia repórteres com câmeras convencionais, entretanto Mike Pence, de Indiana, filmou em tempo real uma discussão sobre política de energia a partir de um celular Nokia N95 e o aplicativo Qik. A matéria mostra as implicações que os celulares com câmera embutida e os serviços de streaming de vídeo ao vivo como Qik, Kyte.tv e Flixwagon representam para a cena atual com a possibilidade de transmissões como um broadcast de televisão. Para Braiker os celulares seriam verdadeiras estações de televisão em tamanho de “bolso” (pocket-size) ou estúdios portáteis de televisão que se pode carregar para qualquer lugar para filmar e editar com qualidade de DVD (com o Nokia N95). Enviei artigo para a SBPJor 2008 que trata do tema na perspectiva do jornalismo em live streming e a configuração do tempo real, da mobilidade e do espaço urbano em torno do fenômeno. Leia trecho abaixo:

  • Portanto, o aporte destas ferramentas oriundas da web e dos dispositivos móveis instauram novas formas de geração de transmissão em tempo real adotadas pelo jornalismo digital e também incorporadas pelos broadcasts para a emissão ou recepção de conteúdo em situação de mobilidade. O surgimento das diversas plataformas tendem a consolidar uma característica de “ao vivo” através do uso de ferramentas como microblogs (Twitter, principalmente), moblogs e canais de stream como Qik, Ustream, Justin.tv, Kyte.tv, Cover It Live, Mogulus Live Broadcast, Flixwagon e de transmissão de jogos de futebol em tempo real na web através de canais de minuto-a-minuto. Constatamos que há um movimento dos meios de massa como televisão no sentido de estabelecer uma aproximação e interação maior com estas modalidades emergentes do jornalismo digital […] centradas no uso de celulares para as transmissões para a web ou para televisão. “

Transmissão ao vivo por celular

Mais um serviço de transmissão ao vivo por celular via streaming, o Bambuser. A partir de um celular, webcam ou videocamera é possível realizar broadcast e assistir ao vivo ou sob demanda no site ou no celular. A notificação para o público e amigos pode ocorrer através de microblogs como Twitter, Pownce ou Jaiku. Há também neste serviço a possibilidade de interação com a audiência através de chat room e o uso de GPS-Tracking para identifica a localização de onde o celular está transmitindo. Outra plataforma bem conhecida de estream via celular é Qik.

Celulares, protestos e tempo real

Jornal americano está usando celulares para transmissão em streaming (em tempo real) dos Protestos contra a China na passagem da tocha olímpica pelas ruas dos EUA. O jornal online The Sacramento Bee utiliza a tecnologia Qik, a mesma já testada pela BBC e ADNs conforme posts já publicados. Com a tecnologia, os repórteres transmitem em tempo real direto para o site ou blog. Diversas aplicações vêm surgindo e favorecendo a prática do jornalismo móvel e o uso de dispositivos móveis como plataformas de produção. Portanto, tecnologias da mobilidade e jornalismo se aproximam cada vez mais. Veja os videos e matéria publica em Journalism.Co.Uk

Trecho
“US newspaper The Sacramento Bee has been using mobile phone technology to relay video of protests against the Olympic torch procession, in San Francisco, in real time.By using Qik, a technology that allows live streaming from videophones to a flash player embedded on a website or blog, reporters were able broadcast moving images as events unfolded – effectively replicating a live TV news service at a fraction of the cost and with the flexibility to move freely and quickly.Reporter Manny Cristomo captured street-level action of clashes between supporters of China and Tibet, as well as the general turmoil of an event that took an unexpected series of twists, with a mobile phone mounted on his DV camera.Images captured by the videophone were automatically relayed by the Qik technology for live broadcast on its website.Desk staff were then able to download the content and add it to the newspaper’s own video player (right) as an immediate account of events.Higher quality video shot on location on the dedicated digital camera could then be edited and added sometime later.”Our goal is to try and create an immediacy for our online video, it’s [using Qik) experimental, we have been using it for just the last two weeks,” Mark Morris, the Bee’s director of multimedia, told Journalism.co.uk.”We see it as a way of posting editorial content immediately online, I think we had something posted on our site within 15 minutes of everything being transmitted into Qik.”