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Estúdio portátil da Reuters


Este é o Kit para os jornalistas móveis ou multimídias da agência Reuters apresentado recentemente. O kit, uma espécie de estúdio portátil, é composto por câmeras de vídeo, microfones, iluminação, tripé e monitor, além de outros acessórios como pode ser visto nas duas imagens acima. A câmera Flip também é utilizada como ferramenta.

Jornalismo móvel na revista Época

Revista Época adota conceito de Jornalismo Móvel em São Paulo com repórter fazendo matérias com um celular Nokia N95 pelas ruas da cidade. Através do Urblog da revista Época SP, que entrou no ar esta semana, serão explorados temas vinculados ao espaço urbano. Vídeos, histórias, percepções da cidade serão relatadas diariamente no blog sem um roteiro prévio, sem uma pauta definida. A ideia é mostrar o que foge do olhar pautado dos repórteres. Transmissões ao vivo direto da rua via celular e o uso da tecnologia geotagging associada ao local de produção da matéria faz parte do projeto Urblog. [Leia texto de Tiago Doria].

O Grupo de Pesquisa em Cibercidades – GPC da UFBA, em Salvador, vem estudando a relação tecnologias móveis e conexões sem fio em interação com o espaço urbano e a emergência de novas práticas neste entorno. A proposta do Urblog da Época– como um blog urbano que se utiliza de tecnologias móveis (neste caso o celular) como plataforma de produção vinculada às conexões sem fio Wi-Fi e 3G – faz parte das novas práticas na apropriação destes dispositivos como ferramentas jornalísticas. A mobilidade e a portabilidade são conceitos associados ao que denominamos de jornalismo móvel. Esta é uma prática que vem se expandindo pelos grupos de comunicação nacionais e internacionais e gradativamente vem sendo incorporada à estrutura tradicional como um ambiente móvel de produção a partir do uso do celular como um dispositivo híbrido.

Vídeos sobre jornalismo móvel da Reuters

Veja alguns videos sobre o projeto da agência de notícias Reuters de Jornalismo Móvel. Nestes três videos você tem uma visão bem completa de como funciona o projeto, a partir do uso de um kit de ferramentas composto por um Nokia N95, teclado bluetooth, microfone e outros acessórios para a reportagem móvel. Diversas postagens no blog vêm relatando este projeto aqui.

Celular: uma ferramenta do jornalista

Jeff Jarvis, no The Guardian, publicou um artigo em que descreve sua experiência na cobertura do Fórum Econômico de Davos como repórter do projeto de Jornalismo Móvel da Reuters. Com um Nokia N82, postou fotos e vídeos e narrativas multimídias. Para Jarvis, o cellphone é a nova ferramenta para a prática jornalística por permitir mais flexibilidade, mais mobilidade e agilidade no processo de produção jornalística no campo: “All journalists, in print and broadcast, whether desk-bound or mobile, should be equipped as mojos [mobile journalists]. The N82 can upload or broadcast while mobile and can be used to send photos to Flickr and tweets to Twitter”.

Veja vídeos produzidos durante a experiência na Reuters e leia trechos do artigo abaixo:

“We already know that camera-phones in the hands of witnesses have been changing news. There is no better illustration of this, so far, than the 7/7 bombings. However, these tiny devices may well change the job of the journalist in ways more radical than even I could ever have imagined.At last month’s World Economic Forum meeting in Davos, I begged my way into a Reuters’ mojo (mobile journalist) project and was one of a score of delegates and reporters to get a Nokia N82 mojo phone. Reuters picked the phone because it has a high-quality camera and operates at high speed. For their own journalists, they kit it out with a wireless keyboard, a tiny tripod, a solar battery and a decent microphone, together with software that enables reporters to organise and publish text, photos, and video on to blogs.”

As tecnologias móveis digitais [celulares, smartphones, por exemplo] estão realmente apontando para transformações no dia-a-dia dos jornalistas no seu trabalho de reportagem. Em situações de cobertura de assuntos mais delicados como acidentes, reportagens de campo o uso destes dispositivos oferecem novas condições técnicas para uma cobertura móvel. Tempo real, instantaneidade, mobilidade e ubiquidade caracterizam bem estes desdobramentos do jornalismo atual. Com a banda larga da tecnologia 3G dos celulares as possibilidades se alargam para limites ainda não bem definidos. Entretanto, a experiência da Reuters com o jornalismo móvel já sinaliza que, de fato, o celular se tornou uma plataforma de produção jornalística. Produção e difusão de conteúdo convergem para este pequeno e poderoso aparelho.

Reuters projeta uso de celular de alta definição na sua experiência de jornalismo móvel

Após testes com kit de ferramentas do jornalismo móvel, a agência de notícia Reuters pretende ampliar o uso da tecnologia móvel digital na sua produção jornalística a partir do desenvolvimento de celulares com câmeras de alta definição HD. No projeto Mobile Journalism, lançado no fim de outubro em parceria com a Nokia, os repórteres da agência utilizam celulares Nokia N95 e outros acessórios como teclado bluetooth, tripé e microfone unidirecional. O material multimídia produzido (vídeos, fotos, textos) é editado e enviado diretamente do evento como da Nova York Fashion Week. Para o cientista chefe da Reuters, Nic Fulton, a tecnologia do telefone móvel pode representar mudanças para o jornalismo e, no futuro, novos usos serão obtidos com esta tecnologia a partir da produção de vídeos em alta definição – HD:

“We [Nokia and Reuters] believe that mobile technology is evolving extremely fast to the extent that we can see a time, probably not that far out, I’m sure less than five maybe even three years out, when mobile phones could have HD video capability and they could have extremely powerful VPUs and keyboards,” explica Fulton.

A notíca está em journalism.co.uk.

Leia outros posts publicados sobre o assunto aqui no blog: jornalismo móvel na Reuters parte 1 e parte 2