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Microblogs e streaming video em coberturas jornalísticas instantâneas


Venho acompanhando o desenrolar da relação entre os microblogs, das ferramentas de streaming video e o uso de dispositivos móveis para coberturas jornalísticas. Hoje foi publicado um post no Dot.Life da BBC com um relato de cobertura do evento de música da Apple com o uso de Twitter, o aplicativo Qik, a câmera de baixo custo Flip e rede 3G . Veja trecho do relato:

  • “Along with the micro-blogging, I managed a bit of instant video, using Qik. The quality is pretty poor – it’s being streamed over a 3g network which seemed to struggle to get into the hall – but immediacy is the thing here. Apple is very controlling and bans live video relays of these events, so there is a kind of “pirate” appeal to getting the pictures out ahead of time. We now have a new BBC application which takes video straight from a mobile phone and feeds its straight to our broadcast server – but I judged these pictures did not merit that treatment.”
O post da BBC é bem próximo do artigo “Jornalismo Live Streaming: tempo real, mobilidade e espaço urbano” que apresentarei em novembro na SBPJOR. Neste artigo discuto “a incorporação pelo jornalismo de ferramentas de geração de live stream (ao vivo) na produção da notícia. Com a expansão da infra-estrutura de tecnologias móveis digitais e conexões sem fio como Wi-Fi e 3G, aliadas ao desenvolvimento de aplicativos avançados na web, o jornalismo experimenta uma interface entre a mídia de massa e a mídia de funções pós-massiva na construção do tempo real na relação com o espaço urbano e a mobilidade. A reapropriação destas ferramentas para a produção jornalística introduzem novos critérios de noticiabilidade. Compreender estas mutações são fundamentais para um enquadramento conceitual do próprio futuro do jornalismo num ambiente de convergência e de digitalização midiática.” Apresento neste paper algumas experiências brasileiras com comunicação móvel através do uso de ferramentas como o Twitter, Qik, Ustream, Justin.tv, Kyte.tv, Cover It Live, Mogulus Live Broadcast, Flixwagon. Mais a frente disponibilizarei este artigo para os interessados na temática.

Ao vivo do celular

Live From Your Phone – Broadcasting video direct your cell“. Este é o título da matéria jornalística de Brian Braiker da Newsweek relatando que na semana passada políticos no Congresso americano foram surpreendidos com transmissão ao vivo do local quando já havia sido encerrada a sessão oficial para entrada no recesso de verão. Não havia repórteres com câmeras convencionais, entretanto Mike Pence, de Indiana, filmou em tempo real uma discussão sobre política de energia a partir de um celular Nokia N95 e o aplicativo Qik. A matéria mostra as implicações que os celulares com câmera embutida e os serviços de streaming de vídeo ao vivo como Qik, Kyte.tv e Flixwagon representam para a cena atual com a possibilidade de transmissões como um broadcast de televisão. Para Braiker os celulares seriam verdadeiras estações de televisão em tamanho de “bolso” (pocket-size) ou estúdios portáteis de televisão que se pode carregar para qualquer lugar para filmar e editar com qualidade de DVD (com o Nokia N95). Enviei artigo para a SBPJor 2008 que trata do tema na perspectiva do jornalismo em live streming e a configuração do tempo real, da mobilidade e do espaço urbano em torno do fenômeno. Leia trecho abaixo:

  • Portanto, o aporte destas ferramentas oriundas da web e dos dispositivos móveis instauram novas formas de geração de transmissão em tempo real adotadas pelo jornalismo digital e também incorporadas pelos broadcasts para a emissão ou recepção de conteúdo em situação de mobilidade. O surgimento das diversas plataformas tendem a consolidar uma característica de “ao vivo” através do uso de ferramentas como microblogs (Twitter, principalmente), moblogs e canais de stream como Qik, Ustream, Justin.tv, Kyte.tv, Cover It Live, Mogulus Live Broadcast, Flixwagon e de transmissão de jogos de futebol em tempo real na web através de canais de minuto-a-minuto. Constatamos que há um movimento dos meios de massa como televisão no sentido de estabelecer uma aproximação e interação maior com estas modalidades emergentes do jornalismo digital […] centradas no uso de celulares para as transmissões para a web ou para televisão. “

Revista Variety: direto do celular

O Qik está se tornando definitivamente “a” tecnologia para as transmissões ao vivo via celular e, o Nokia N95, o dispositivo mais usado. Repórteres da revista Variety estão realizando entrevistas em tempo real a partir de celulares e tecnologia Qik. É a mobilidade, ubiquidade e portabilidade presentes nas novas práticas do jornalismo potencializado por tecnologias móveis digitais e pela expansão das conexões sem fio. A banda larga 3G ou o acesso via Wi-Fi permitem acesso remoto via celular de praticamente todo lugar para a cobertura jornalística ou para entrevistas sem o aspecto invasivo causado pelas câmeras de vídeo e toda a parafernália da equipe televisiva. Veja mais sobre o assunto em Tiago Doria Weblog.

Tecnologia 3G em transmissão ao vivo no portal Jornal NH Online

O Jornal NH Online, de Novo Hamburgo -RS, está realizando reportagens ao vivo com o uso de tecnologia de terceira geração (3G). A primeira reportagem do gênero em um portal de notícia na web brasileira ocorreu no dia 30/05 pelo Jornal NH numa reportagem sobre a baixa temperatura na região e durou quatro minutos. Para as transmissões estão sendo utilizados celular Nokia N95 de terceira geração e o software americano Qik. As matérias que forem exibidas em tempo real/streaming ganharão um selo indicando que está sendo gerada com tecnologia 3G. A idéia do portal, vinculado ao Grupo Sinos, é adotar a prática do jornalismo móvel nas reportagens de campo em tempo real para oferecer mais velocidade na transmissão de notícias e entrevistas. O diretor do Grupo Sinos, Fernando Alberto Gusmão, considera que o jornalismo móvel é uma tendência mundial.
As reportagens transmitidas ao vivo são posteriormente disponibilizadas no site com o texto explicativo “como funciona o jornalismo móvel“:Grupo Sinos está inovando ao entrar para o jornalismo móvel, uma tendência mundial que vem crescendo nos últimos meses. Tecnicamente, as reportagens ao vivo são veiculadas em Real-time video Streaming, um tipo de transmissão de dados que permite que o vídeo que está sendo captado na fonte seja disponibilizado pela Internet ao mesmo tempo em que está sendo produzido. O repórter utiliza um aparelho celular com câmera embutida que, através de conexão 3G, envia os dados ao servidor, de onde são colocados diretamente ao alcance dos internautas.”

via Lambida Digital

Celulares, protestos e tempo real

Jornal americano está usando celulares para transmissão em streaming (em tempo real) dos Protestos contra a China na passagem da tocha olímpica pelas ruas dos EUA. O jornal online The Sacramento Bee utiliza a tecnologia Qik, a mesma já testada pela BBC e ADNs conforme posts já publicados. Com a tecnologia, os repórteres transmitem em tempo real direto para o site ou blog. Diversas aplicações vêm surgindo e favorecendo a prática do jornalismo móvel e o uso de dispositivos móveis como plataformas de produção. Portanto, tecnologias da mobilidade e jornalismo se aproximam cada vez mais. Veja os videos e matéria publica em Journalism.Co.Uk

Trecho
“US newspaper The Sacramento Bee has been using mobile phone technology to relay video of protests against the Olympic torch procession, in San Francisco, in real time.By using Qik, a technology that allows live streaming from videophones to a flash player embedded on a website or blog, reporters were able broadcast moving images as events unfolded – effectively replicating a live TV news service at a fraction of the cost and with the flexibility to move freely and quickly.Reporter Manny Cristomo captured street-level action of clashes between supporters of China and Tibet, as well as the general turmoil of an event that took an unexpected series of twists, with a mobile phone mounted on his DV camera.Images captured by the videophone were automatically relayed by the Qik technology for live broadcast on its website.Desk staff were then able to download the content and add it to the newspaper’s own video player (right) as an immediate account of events.Higher quality video shot on location on the dedicated digital camera could then be edited and added sometime later.”Our goal is to try and create an immediacy for our online video, it’s [using Qik) experimental, we have been using it for just the last two weeks,” Mark Morris, the Bee’s director of multimedia, told Journalism.co.uk.”We see it as a way of posting editorial content immediately online, I think we had something posted on our site within 15 minutes of everything being transmitted into Qik.”