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TV ao vivo no iPhone: será o futuro da recepção de tv em mobilidade?

Os dispositivos móveis cada vez mais se sofisticam no quesito produção e consumo de informação em mobilidade. As redes móveis (Wi-Fi e 3G) mais celulares como iPhone desencadeiam novas práticas como assistir tv ao vivo do celular distante das torres de transmissão das tvs abertas. Não me refiro à recepção de sinal da tv digital no celular que o modelo japonês implantado no Brasil permite, mas que não avançou ainda pela falta de celulares disponíveis no país de forma mais acessível. Alguns celulares disponíveis no mercado (legal e pirata) vêm com receptor de tv aberta, mas no formato anterior das mini-tv (com sinal comprometido pelo alcance da cobertura e pelo movimento do usuário). A diferença mesmo está acontecendo com as aplicações para iPhone que permitem ao usuário assistir em streaming ao vivo programação de emissoras de tv ou ouvir rádio como a BBC de Londres e Al Jazeera. Neste caso aqui o canal de tv pode ser classificado “sem fronteira” uma vez que não importa onde o usuário se encontra desde que uma conexão Wi-Fi ou 3G esteja disponível. Em vídeo a BBC demonstra como funciona sua aplicação no iPhone e, abaixo, outro vídeo apresentando transmissões no celular. A Livestation é uma das responsáveis pelas aplicações. O importante é situar essa evolução e as implicações que representam na forma de assistir tv tendo a portabilidade e a mobilidade como fatores novos. No Japão mais de 70% dos que têm dispositivos móveis assistem televisão pelo celular.

Live TV iPhone app for Broadcasters from Joe Connor on Vimeo.

Globo embarca no celular

Desde a semana passada que tentava publicar algo sobre a iniciativa da tv Globo de produzir telejornal especificamente para celulares e transmissão para ônibus. Agora sobrou um tempinho para comentar esta questão. Como todos sabem o modelo de tv digital brasileiro, originado do padrão japonês, permite o acesso também em dispositivos móveis preparados para receber o sinal digital. A Samsung já lançou no Brasil, em 2008, celulares com capacidade de recepção da tv digital aberta. Entretanto, há outro movimento em paralelo e mais rápido que este, a chamada tv móvel, com transmissão via streaming para celulares ou em forma de “pilulas” para aparelhos como o iPhone que não é exatamente a tv digital. É neste terreno que a Globo promete entrar com ênfase a partir deste ano com o lançamento de telejornais para celulares.

A Globo tem explorado bem, através dos seus sites globo.com e g1, o uso de vídeos on demand de sua programação. Logo após o fim de programas jornalísticos como Jornal Nacional as reportagens ficam imediatamente disponíveis no portal globo.com para iPhone. Em casos mais específicos como partidas de futebol é possível assistir no celular os gols ou melhores lances minutos depois de acontecerem.
As empresas de comunicação começam a investir na convergência e na mobilidade propiciada pelos dispositivos móveis como celular. Com a variação de redes disponíveis (3G, Wi-Fi) o usuário pode navegar na web ou acessar vídeos de praticamente qualquer lugar, de forma ubíqua. No anúncio da nova programação da emissora, no último domingo, William Bonner deu ênfase na intenção de levar a notícia para qualquer plataforma e para qualquer lugar. É algo parecido com o que o Globo propos no ano passado com sua campanha “muito além do papel de um jornal” defendendo a estratégia de que “Nosso negócio é informação, multiplataforma, multimarca e multigeografia”.
Na contracapa do livro “tv digital no Brasil – tecnologia versus política” (SENAC, 2008), de Renato Cruz, um trecho sintetiza este novo cenário em experimentação pelos broadcast: “Televisão no celular. Televisão pela linha telefônica. Pela Internet. Pela tomada de energia elétrica. Pela rede sem fio WiMax. No iPod. No computador. No carro, no trem, no barco e no metrô. Por todas as redes, em qualquer lugar e em todos os dispositivos.”

Resumo: o celular torna-se uma poderosa plataforma para recepção e para produção de conteúdo jornalístico neste ambiente de convergência em andamento.

Blog em 3G….

Depois de alguns dias longe do blog, das redes wi-fi e da navegação regular na internet, volto a postar. Estava offline, mas nem tanto. Me conectei a outros mundos menos conectados (digitalmente). De vez em quando é bom para sentirmos o quanto faz falta ambientes com infra-estrutura e cultura de redes distintos. Neste período de recesso do blog li um pouco mais (no impresso) sobre um assunto que vem me interessando bastante como a tecnologia 3G (terceira geração) e o acesso móvel à tv digital. No meu entender o ano de 2008 vai ser bem diferente em termos de diversificação dos serviços e tecnologias presentes nos celulares e smartphones. A banda larga 3G do celular e os recursos disponíveis para downloads e uploads oferecem novas capacidades para o trabalho em mobilidade principalmente para o uso de vídeos, áudios e fotos. Como o jornalismo vai aproveitar estas possibilidades? Como o usuário comum utilizará? O tráfego de dados deve crescer bem mais agora e os planos das operadoras devem acrescentar um número mais significativo de novos clientes em 2008 (apesar dos preços ainda serem um inconveniente).
Bem, mas estou de volta e com muita energia e entusiasmo para os trabalhos acadêmicos. Espero ainda este ano atualizar o blog com os recursos da tecnologia 3G….e discutir novidades do jornalismo, da tecnologia móvel e outros assuntos correlatos. FELIZ DOIS MIL E 8 para todos.

TV digital no celular=portabilidade

Notícia do Globo Online destaca que a portabilidade de assistir tv por dispositivos móveis (principalmente no celular) ainda deve demorar no Brasil. Entretanto, em 2008 chegam os primeiros aparelhos de celular prontos para assistir televisão digital. Um fato importante é que o sistema brasileiro permite o acesso sem necessitadade pagar as operadoras de telefonia pelo uso, como ocorre com os outros serviços de dados como acessar internet e baixar emails. A portabilidade é o grande atrativo da tv digital porque permite que as pessoas assistam tv em qualquer lugar e com qualidade. Como a TV digital brasileira ainda está em processo de expansão (só é assistida por enquanto em São Paulo), a questão da portabilidade acompanha esse processo. Quanto ao ainda vai demorar, imagino que nem tanto. Tudo que se trata de telefonia móvel é rápido…