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Embed no Twitter

Uma das melhores coisas da Web é o compartilhamento (de conhecimento, de dados, de aplicações). Os códigos embed para compartilhar vídeos, apresentações, fotos ou outro tipo de material tem propiciado a disseminação rápida de conteúdos por permitir a introdução destes (via códigos embed) diretamente no blog ou site. Faltava isto para o Twitter. YouTube, Flickr, Qik e outras aplicações já detêm essa possibilidade. O Twitter lançou o Blackbird Pie que faz isso simplesmente colando o endereço de URL do tweet. Com isto é possível incorporar no blog um tweet postado sem precisar salvar tela (veja imagem acima). Ou seja: temos o tweet em HTML.

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RT @christofoletti: 212 blogs de pesquisadores em Comunicação = http://bit.ly/bCAu1p + 268 twitters de pesq da área = http://bit.ly/6KcG4eless than a minute ago via TweetDeck

Lista de pesquisadores da comunicação no Twitter

O professor e pesquisador Rogério Christofoletti criou e está atualizando Lista de Pesquisadores da Comunicação no Twitter. Uma importante iniciativa de reunir num mesmo lugar os pesquisadores do Brasil para acompanhamento das postagens e interação considerando que o microblog se tornou uma fundamental ferramenta para a área acadêmica, comunicacional e outras finalidades. Portanto, sugiro uma visita à lista e sugestões de novos nomes que possam ampliá-la. Até essa postagem a lista já estava na versão 3 de atualização com mais de 170 pesquisadores.

Redes sociais, política e protestos na web


Veja a reportagem da TV Assembléia da Bahia sobre redes sociais, política e manifestação na internet. Entre os entrevistados está o Yuri Almeida do blog Herdeiro do Caos e eu também. Eu destaco o fato de que as apropriações de ferramentas da rede como Twitter para as manifestações na rede vão criar interface com o espaço urbano levando estes protestos para o espaço urbano. Para localizar especificamente esta matéria vá até os 14min40s.

(só uma ressalva: os créditos dos entrevistados estão trocados: onde aparece Fernando Firmino leia-se Yuri Almeida e vice-versa).

Experiência de transmissão com o TwitCam: aplicação une o Twitter e webcam


Hoje participei de uma experiência interessante (GLOBAL TWITTER) unido o Twitter e LiveStream à convite do João Simão do Comunicamos e professor e pesquisador em Ciências da Comunicação na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Portugal. A experiência aconteceu da seguinte forma: as pessoas enviavam via Twitter as perguntas e eu respondia ao vivo em streaming. Foram em torno de 20 minutos respondendo sobre jornalismo móvel. Como a plataforma estava em beta seguem algumas considerações.

1.Utilizei a nova aplicação de stream chamada TwitCam da LiveStream lançada recentemente e que está integrada ao Twitter. Você entra com seu login e senha do Twitter no TwitCam, aciona a webcam e começa a transmitir instantaneamente e a gravação ficar armazenada em seguida para embed em blogs e sites.

2. A plataforma Global Twitter do Comunicamos reunia no mesmo ambiente a transmissão e as perguntas formuladas via Twitter.

3. A principal limitação de uma transmissão como está no fato de que outras pessoas não podem participar ao vivo e simultaneamente fazendo questões além do uso do Twitter. Outro problema identificado é a baixa resolução da tela quando ampliada, cheia. Em alguns momentos há um certo delay, mas nada comprometedor do acompanhamento.

A experiência valeu a pena pela facilidade e porque a ferramenta demonstrou estabilidade na transmissão com um áudio muito bom e sem queda e a flexibilidade de você conectar tudo pelo Twitter lançando, inclusive e automaticamente, o link para seus seguidores. (assista abaixo o vídeo na íntegra).

As várias variáveis do Twitter


O jornalismo passa por diversas discussões na atualidade no âmbito do seu modelo de negócios, da relação com a audiência, das grades curriculares dos cursos, da formação profissional. O background desta discussão decorre da emergência das tecnologias digitais, do processo de convergência e da comunicação móvel. Alguns visualizam como uma crise, outros como novas oportunidades. O importante a observar é que, de fato, há mudanças significativas na prática jornalística associadas a fenômenos emergentes impactando o modo de fazer, o modo de consumir e o modo de compartilhar notícias (nos seus diversos formatos). Qualquer que seja o ângulo identificaremos tensões no campo do jornalismo e na indústria do entretenimento.

Os microblogs, essencialmente o Twitter, têm sido um dos desencadeadores destas reconfigurações. Como o jornalismo está se adaptando e explorando estas potencialidades? Como fica a relação com a fonte quando esta lança primeiro no Twitter as informações exclusivas? É perceptível a adoção rápida desta ferramenta nos mais diversos segmentos (políticos, artistas, acadêmicos, esportistas, mídia….) e isto transforma as relações não somente entre o público, mas também com a mídia. Técnicos e dirigentes de times de futebol anunciam as informações de impacto dos seus clubes no Twitter; políticos disparam no microblog as notícias parlamentares e de votações relevantes; os usuários divulgam suas críticas positivas ou negativas de filmes e outros serviços no Twitter. Enfim, há uma infinidade de usos que transforma esta ferramenta numa poderosa rede social (e móvel) que faz circular instantaneamente um conjunto de dados que abre possibilidades de utilização inimaginável para o jornalismo, para as empresas e paraos usuários.

A influência do microblog pode ser medida por dois textos publicados esta semana: Estúdios tentam amenizar efeito do Twitter sobre bilheterias e Twitter pressiona uma mudança no foco da atividade jornalística. Ou seja: já é possível falar em mudanças nos dois setores que mais reclamam do “estrago” causado pelas mídias digitais: a indústria do entretenimento, que tenta brecar o download de músicas e filmes, mas não apresenta modelos alternativos; e do jornalismo, que atrela a crise dos jornais às novas formas de consumo de notícias.
Sem sombra de dúvidas estamos diante de um cenário que se tornou um campo fértil para pesquisas acadêmicas. E estas aumentam consideravelmente em todos os níveis: graduação, mestrado, doutorado permitindo observações as mais variadas. No livro “Blogs.com – estudos sobre blogs e comunicação” (organizado por @adriamaral, @raquelrecuero e @sandramontardo) escrevi o artigo Moblogs e Microblogs: Jornalismo e Mobilidade em que enquadrava este fenômeno do Twitter a partir da pespectiva da comunicação móvel à medida que possibilita uma atualização ou visualização através de dispositivos móveis amplificando o poder da rede e sua incorporação na rotina jornalística. A ampliação desta discussão poderá ser encontrada em breve no livro “Metamorfose jornalística 2: a reconfiguração da forma”, que organizei com o amigo @dsoster, e será publicado no final do ano com a análise destas mudanças no jornalismo a partir de diversas perspectivas de análise.

Portanto, torna-se imprenscindível novos olhares sobre a superfície do jornalismo para endereçar questões de pesquisa que possam problematizar os fenômenos que orbitam em torno destas discussões.